A arte de receber bem seus convidados

 

Diz o ditado: “quem convida, paga a conta”. Essa é uma afirmação que esconde uma série de conceitos que deve ser observado por quem quiser desenvolver a arte de receber bem. Não basta gastar em excessivas iguarias, bebidas finas e elegante decoração; receber bem é transmitir satisfação em receber os convidados proporcionando-lhes atenção, conforto, descontração e prazer. Para isso, é fundamental aliar simplicidade, bom senso e elegância sem exageros.

Receber os convidados com elegância requer uma música de fundo, com som baixo para não atrapalhar a conversação. E a menos que o convite seja para ver um jogo de futebol ou qualquer outra atração, não deixe a televisão ligada. Mais importante ainda é o bom humor mesmo diante de imprevistos ou quando se sente cansaço ou indisposição. Principalmente, tenha atenção aos assuntos que se desenrolam diante das visitas. Evite conversas comprometedoras, assuntos íntimos, sobre doenças ou polêmicos e comentários maldosos sobre a vida alheia. Se surgir esses assuntos, saiba desconversar com elegância e crie outro assunto.

Também deve ser dada atenção ao espaço suficiente para o número de convidados e nem precisa dizer que o local pode ser simples mas deve sempre estar limpo. Além disso, é necessário cadeiras ou assentos em número suficiente para seus convidados exceto quando está organizando uma balada para um animado grupo de jovens. Mesmo assim há que se ter alguns assentos disponíveis. A ambientação é importante, pois flores muito perfumadas ou ambiente excessivamente quente ou frio retira todo o conforto que se quer transmitir. Por isso, mais importante que o requinte é uma ambientação agradável. Capriche na decoração mas não faça nada além de suas posses.

O menu da refeição deve levar em consideração principalmente o gosto dos convidados, como também o motivo do evento. A época também influencia na escolha do menu: pratos e sobremesas mais leves para o verão e mais substanciais no inverno. Quando se sabe que algum convidado está em dieta, é delicado incluir algo opcional para eles. Outro detalhe são as iguarias que nunca devem ser de difícil manuseio, com ossos, espinhos ou alimentos duros, que também é uma falta de cortesia com o convidado.

Apesar de dispensar formalidades, um churrasco não dispensa a etiqueta social e a boa hospitalidade. Um aspecto constrangedor é servir a carne aos convidados apresentando-lhes o espeto para que peguem a carne assada com as mãos. Além de correr o risco de provocar queimaduras nas mãos dos convidados, remete a um antigo costume dos trogloditas.

Um costume que provém dos americanos é utilizar copos, pratos e talheres descartáveis. Isso pode ser cômodo para um animado grupo de jovens, mas atualmente é tão barato alugar pratos de louça, copos de vidro, talheres, mesas e cadeiras, forros de mesa e outros produtos destinados a eventos; não pesa tanto no orçamento e é a forma correta de servir.

Outro detalhe é a preparação. O acendimento da churrasqueira deve preceder o horário marcado em pelo menos 1 hora, pois o carvão tem uma lenta combustão. Além disso, o churrasco é uma iguaria que se faz lentamente e por isso os primeiros assados a serem servidos devem ser preparados com um pouco de antecedência à chegada dos convidados, que com certeza se sentirão mais animados ao serem recepcionados com o aroma da carne assando.

Se estiver organizando um almoço ou jantar, faça um planejamento prévio da quantidade de comida de acordo com o número de convidados. Também seja previdente e calcule o tempo necessário de preparação. Nada é mais desagradável do que ser convidado para uma refeição e permanecer horas a fio esperando terminar o cozimento. Igualmente é desagradável  ser servido com comida fria ou requentada feita na véspera. Quem não tem experiência, deve contratar ou consultar um cozinheiro experiente.

Se a mesa de jantar é pequena, não queira espremer todos os convidados à mesa. Opte por um almoço ou jantar franco-americana, ou seja, no estilo Self Service onde cada um se serve. Nesse estilo, nunca permita que alguns convidados estejam sentados à mesa e outros fora dela. Isso transmite a ideia de que todos estão sendo recepcionados com a mesma consideração. Nesse caso, providencie aparadores para copos pois os convidados precisam das mãos livres para comer e não convém que apoiem o copo entre as pernas ou deixem no chão ao alcance de um pé mais distraído.

A quantidade de bebidas depende do tipo e do tempo de duração de um evento. Disponibilize as bebidas logo à chegada dos convidados; não é preciso aguardar a chegada de todos para começar a servir a bebida. Se há um horário marcado para um almoço ou jantar, sirva no horário combinado. Aliás, esse é um foco principal do bom anfitrião: quem chega no horário marcado demonstra consideração pelo convite recebido e o inverso também é verdadeiro. Por isso, não justifica submeter os convidados pontuais aos retardatários.

 

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 
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Erros ao contratar um buffet para sua festa

 

Aniversários, casamentos, batizados… Nossa história está sempre marcada por acontecimentos como esses, importantes momentos que precisam ser celebrados. Sabendo disso, o mercado de festas se especializa e cresce a cada dia. Devido a falta de tempo disponível na rotina das pessoas, se torna mais comum contratar um serviço de buffet para organizar os eventos, por causa de toda a praticidade e qualidade. Apesar da contratação de um serviço de festas exigir seu envolvimento para as escolhas, você fica em uma posição mais tranquila com a garantia de que o que foi planejado vai ser atendido.

Mas o que era para ser uma forma prática e segura de dar uma boa festa pode trazer muita dor de cabeça se não forem tomados os devidos cuidados. Separamos alguns erros comuns na hora de contratar um buffet que podem resultar em surpresas desagradáveis no dia da comemoração. Organize-se e fuja dos problemas!

Não dar devida atenção ao cardápio

Para evitar as decepções em relação ao cardápio, faça uma degustação prévia mas não se guie apenas pelo que você gostou. Mesmo que o buffet tenha sido muito bem indicado, paladar é uma coisa pessoal. O que é maravilhoso para alguns pode não ser tão bom pra você.

Pense no que vai agradar os seus convidados, lembre-se o que tinha em festas dadas pelos outros e pesquise por comes e bebes gostosos que são apreciados por todos. Se quiser apostar em comidas exóticas, escolha poucos tipos e menor quantidade e priorize o que irá satisfazer seus amigos e familiares.

Desconhecer o modo de trabalho do serviço e acabar se frustrando

Converse com a organização para saber como tudo será no dia da festa. Isso inclui a sequência dos aperitivos, o horário do jantar, do bolo, o número de garçons que vão trabalhar e qual será a função de cada um. Você pode precisar de alguém no inicio da festa para guiar as pessoas até suas mesas e recolher presentes, mas se isso não for previamente combinado você será deixado na mão ou então acabará tirando alguém de outra função (que ficará desfalcada).

Não saber o que o buffet disponibiliza para o uso

Você pode até ter imaginado o salão de festas lindo, impecável, mas ao chegar lá descobriu, por exemplo, que a decoração não incluía flores. E você não pediu porque achou que não precisava, que elas seriam parte do serviço oferecido pelo buffet.

O mesmo pode acontecer com as luzes da pista de dança, capas de cadeira, louças. Certifique-se com antecedência quais materiais o buffet oferece. Caso o salão não seja próprio da empresa organizadora a atenção deve ser redobrada pois tudo precisará ser levado para lá e algo pode ser esquecido ou danificado.

Se o buffet não oferece muitos itens importantes para a sua comemoração, prefira contratar outro ao invés de alugar materiais de outras empresas. Além de gerar mais gastos, isso faz com que você tenha diferentes responsabilidades e coisas para se preocupar.

Não planejar a chegada de convidados que não confirmaram presença

Todo bom buffet trabalha com uma margem de segurança para que não falte nada caso apareçam algumas pessoas a mais do que o esperado pela lista de convidados. Mas é bom se certificar desse número, que geralmente é baseado em uma porcentagem em relação ao número total de pessoas da festa. Em uma festa grande é mais fácil incluir algumas pessoas do que em uma comemoração para um número reduzido de convidados.

Para evitar que pessoas fiquem em pé ou que falte comida e bebida, peça a confirmação da presença e consulte o buffet para saber até quantos dias antes da festa você pode alterar o número de convidados.

Pagar caro pelos convidados excedentes

Os buffets trabalham com um preço por convidado e quanto maior a quantidade de pessoas, mais em conta fica a sua despesa. Tenha em mente o número de pessoas que estarão presentes, pois pode valer mais a pena você fechar uma festa maior e sobrarem alguns lugares do que pagar por um número pequeno de convidados mais a taxa extra por excedentes. Lembre-se que muitos buffets fazem parcelamentos apenas até a data da festa e depois disso você terá que pagar tudo de uma vez.

Com esses cuidados no planejamento, o dia da sua festa poderá ser tranquilo e você irá desfrutar de uma comemoração incrível sem grandes preocupações. Exatamente como uma festa organizada com um buffet deve ser! A dica é sempre fazer uso dos convites onlines, que são práticos, eficientes e ainda proporcionam a confirmação facilitada da presença. Sabendo quem vai e a quantidade de gente, o planejamento se torna mais simples e certeiro.

Fonte: http://blog.invitebox.com.br

 
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O mercado de eventos e quatro itens que são indispensáveis em sua realização

 

O Brasil já se estabeleceu como sede de grandes eventos, sejam eles nacionais ou internacionais. Depois da realização de dois grandes eventos esportivos no Brasil, Copa do Mundo e Olimpíadas, a era dos megaeventos vai demorar a voltar por aqui. Por outro lado, o atual momento da economia está fazendo crescer a demanda de eventos menores, ao invés de grandes produções.

Para Armando Zogbi, diretor presidente do Instituto Tecnológico de Eventos (Intev), seja qual for o porto do evento, as empresas organizadoras precisam oferecer serviços inovadores, que transmitam confiança e segurança. Ele destaca quatro itens indispensáveis na hora de realizar de um evento, vejam quais são:

1 – Inovação: nos últimos 12 meses, podemos perceber o crescente uso de novas tecnologias para planejar e maximizar a experiência dos participantes em diversos tipos de eventos. A atualização de recursos tecnológicos deverá, cada vez mais, ser utilizada para criar experiências surpreendentes e únicas aos participantes, com uma boa dose de emoção. Explorar o conceito de live marketing ou marketing de experiência com tecnologia, além de criar impacto positivo, gera valor para marcas e consumidores.

2 – Qualidade: na área de eventos, as pequenas e médias empresas correspondem a 90% do mercado. A maioria dessas empresas é administrada por seus proprietários e, como prestadoras de serviços, seu grande capital é humano. Assim, a qualidade está ligada aos seus equipamentos e produtos, mas principalmente aos serviços prestados. Neste contexto, é desejável que o empreendedor tenha iniciativa para identificar oportunidades. Além de posicionamento focado na ética e transparência, transmitindo essas qualidades para os demais colaboradores e confiança aos clientes.

3 – Segurança: eventos precisam ser bem estruturados. Para isso, além de um ótimo planejamento, alguns cuidados e medidas de segurança obrigatórios pela legislação são fundamentais. É importante chamar a atenção para um item que vem sendo cada vez mais exigido e utilizado por eventos bem planejados: o Seguro para Eventos, que conta com o Projeto de Lei Complementar (PLP) 1/2015 em tramitação na Câmara dos Deputados. A lei institui seguro obrigatório de responsabilidade civil das empresas, dos proprietários e dos promotores ou organizadores de eventos. Atualmente, dispomos de seguros completos, personalizados e de fácil contratação para diversos tipos de eventos, com várias coberturas que vão do início ao fim do evento, tanto para o segurado como para terceiros, com custos bem acessíveis.

4 – Sustentabilidade: o mercado de eventos vem se ajustando cada vez mais ao tema da sustentabilidade. Uma boa atuação neste sentido agrega valor para a empresa e a posiciona em um patamar admirável, tanto pelo mercado como pelos potenciais patrocinadores. As ações devem estar alinhadas com as modalidades de sustentabilidade Ambiental, Social e Econômica. Na sustentabilidade ambiental, o intuito é a redução dos impactos ao meioambiente, utilizando estratégias tais como neutralização de carbono, coleta seletiva, reciclagem, divulgação por meios digital, materiais ecológicos, utilização de energias limpas entre outras ações. Já a sustentabilidade social pode ser trabalhada com um conjunto de ações que visem a inclusão, como acesso aos eventos para participantes de baixa renda e oportunidades aos prestadores de serviços e mão de obra especializada. Temos ainda a sustentabilidade econômica, que visa um desenvolvimento estável. E em tempos de escassez de recursos econômicos, torna-se necessária para a sobrevivência de uma empresa.

Fonte: http://www.abeoc.org.br

 

 
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O segredo para ser interessante

 

Nos encontros com as pessoas, principalmente quando não as conhecemos, ficamos preocupados com o que vamos dizer e como seremos julgados. Nas festas queremos parecer pessoas divertidas e falantes, desejamos cativar as pessoas e às vezes sentimo-nos até tentados a ensaiar nossas palavras e posturas. Acontece que para cativar é preciso mais do que isso, é preciso mostrar-se como uma pessoa interessante. E qual o segredo para ser interessante?

Como ser interessante: De modo geral as pessoas consideradas interessantes não são aquelas que falam muito de si mesmas, mas aquelas que se interessam em conhecer os outros, que buscam saber de sua vida, o que fazem, o que pensam, o que gostam ou desgostam etc.

Pessoas que falam excessivamente de si mesmas muitas vezes são consideradas maçantes, mas quem quer ser interessante deve falar um pouco de si e fazer perguntas estimulando a outra pessoa a falar de si mesma, desde que esteja com disposição para ouvir.

Atenção com os outros:
Nos contatos com os outros estamos lidando não só com a pessoa, mas também com suas emoções e sentimentos. Nada deixa uma pessoa mais lisonjeada e com vontade de conversar conosco do que perceber que temos interesse por suas ideias, pensamentos e sentimentos.

Quando mantemos o foco em descobrir mais sobre os outros, temos muito mais chance de cativá-los e nos tornarmos inesquecíveis. Além disso, poupa a preocupação de ensaiar o que vamos dizer sobre nós. Esse é também o segredo para melhorarmos as nossas relações pessoais. Quando passamos a ter atenção com as pessoas que convivemos, ouvindo atentamente o que elas sentem, criamos um canal de comunicação que aumenta a confiança nas relações.

Sempre é preciso atenção para não apenas a escutar em silêncio ou engatar outro assunto, mas aproveitar os momentos de pausa para perguntar como a pessoa se sente em relação aos fatos que estão nos contando, sem censurar as respostas. Isso rende um bom papo e nos aproxima mais das pessoas.

Discrição: Um cuidado importante é não parecer invasivo e indiscreto, não fazendo de uma conversa um interrogatório. Uma conversa requer uma introdução cuidadosa com perguntas triviais para poder identificar o que desperta maior interesse na pessoa e poder explorar mais o assunto.

As pessoas sentem-se felizes quando tem oportunidade de falar do que gostam e de ensinar algo. E mesmo quando se tem domínio do assunto é essencial deixar a pessoa falar para depois apresentar argumentos. Vale a prudência de não querer mostrar que sabe mais do que o outro; isso é humilhante.

Nas conversas triviais o ideal é manter um assunto que a outra pessoa goste de falar e que queiramos ouvir, caso contrário não será interessante para ambos. Um bom exemplo é tentar encontrar coisas com as quais ambos tenham afinidade ou estejam envolvidos.

E para que a outra pessoa perceba que está sendo ouvida atenção, é preciso fazer contato visual e demonstrar através de sons e gestos de entendimento: “entendo como se sente”, “muito interessante”, “concordo com você”… E não se preocupe com o que vai dizer depois.

Conversa: Antes de discordar, é prudente analisar a réplica. Uma boa técnica para discordar é acrescentar evitando dizer “mas”, “porém”, “entretanto”. Trocar por “e” transmite a sensação de concordância e também permite colocar suas ideias.

Fazer-se de advogado do diabo para defender uma opinião contrária pode até render uma boa e longa conversa, mas pode parecer rude se usado em excesso. Se a questão não for importante, não há porque discordar e assumir o risco de parecer rude. Mas também concordar plenamente pode finalizar a conversa.

Uma conversa não depende apenas de um, mas do interesse de ambos. Quando uma pessoa não fala e não escuta, provavelmente está distraída ou enfrentando um dia ruim ou não tenha habilidades para conversar. É possível engatar outro assunto lembrando de algo que foi dito e usá-lo como gancho para iniciar outro assunto. Se isso não der resultado, paciência.

Feche o encontro com chave de ouro: O essencial é ter autocontrole e não entrar em pânico quando parece o fim da conversa. Nada é mais desagradável do que insistir quando o outro já não quer mais falar e mesmo as melhores conversas tem um fim.
Feche o encontro com chave de ouro: agradeça pela conversa agradável antes de se despedir, pois terminar de modo positivo deixa boa impressão e pode abrir a possibilidade para um futuro reencontro.

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 
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Hotelaria em guerra com a Airbnb

 

Texto Fábio Steinberg

Há apenas oito anos, Airbnb era uma impronunciável mistura de letras que ninguém tinha interesse em decifrar. No estilo irreverente de seus criadores, o nome combinava duas coisas. As letras iniciais foram emprestadas de “air bed” – colchão inflável, usado nos Estados Unidos quando surgem visitas para pernoitar. A segunda parte da palavra vem de “bed & breakfast”, ou seja, cama e café da manhã – a essência da hotelaria.

Na época, ninguém deu muita bola ao aplicativo, e que nem de longe parecia ameaçar a sólida indústria da hotelaria. Foi um sério erro de avaliação menosprezar seu poder de fogo. O Airbnb entrou no universo da hospitalidade pela porta dos fundos, que pelo jeito estava destrancada.

O modelo proposto era bem estranho, e tinha tudo para dar errado. Qual era a ideia? As pessoas alugarem suas casas ou quartos ociosos por curto período de tempo a preços bem mais acessíveis que os hotéis. A rigor, nada de novo em relação ao conceito tradicional de locação por temporada. Mas o que fez toda a diferença foi isto ocorrer com base na economia compartilhada.

Todo mundo sabe o que aconteceu. O Airbnb se tornou a quarta maior agência de viagens online do mundo, presente em 34 mil cidades, com 3 milhões de acomodações em 191 países. No Brasil, acumula 100 mil anúncios publicados, 40 mil deles no Rio de Janeiro, onde a empresa até se tornou parceira oficial nas Olimpíadas.

O Airbnb cresceu fora do radar porque não incomodava. No começo não atingia o cliente típico de hotel, apenas viajantes que até então dormiam em casa de familiares ou amigos. A coisa começou a pegar quando mexeu no bolso da hotelaria.

Não é para menos. Estudos da Boston University apontam que um aumento de 10% na atividade da empresa reduz 0,39% da receita mensal dos hotéis, principalmente os de lazer e econômicos. E o que mais preocupa: a consultoria PhocusWright prevê que a receita da Airbnb, hoje quase na casa de 1 bilhão de dólares, deve se multiplicar por dez até 2020, e a participação de mercado deve pular de 1 para 10%.

Os hotéis reclamam de condições desvantajosas de mercado em relação à Airbnb. Além de exigir pesados investimentos imobiliários, as suas obrigações vão além dos tributos.

O Airbnb vive hoje um paradoxo: é ao mesmo tempo amado pelos consumidores e proprietários, mas detestado pelos hotéis. Destes, acumula mundialmente queixas de concorrência desleal. Não se trata propriamente de má conduta da empresa. A falta de regulamentação da atividade, devido à velocidade com que surgiu e se estabeleceu, criou ambiguidades operacionais e zonas de conflito com a hotelaria, semelhantes às da Uber com os taxistas.

Os hotéis reclamam de condições desvantajosas de mercado em relação à Airbnb. Além de exigir pesados investimentos imobiliários, as suas obrigações vão além dos tributos. Incluem cumprir obrigações trabalhistas, normas de segurança, legislação rigorosa, inclusive de acessibilidade, além de pagar licenças, alvarás e seguros obrigatórios. A reclamação do FOHB, associação que representa 27 redes hoteleiras que atuam em 150 cidades brasileiras, é que o Airbnb não investe, emprega, ou paga impostos, exceto os municipais. Por isto, querem que o governo regule a atividade para garantir condições de simetria. “No lugar de RH ou engenheiros, eles contratam advogados”, ironiza o consultor Roland de Bonadona, ex-Presidente da Accor, maior rede de hotéis o país.

Faz sentido. Debaixo da artilharia, o Airbnb se defende. Diz que sua atividade é absolutamente legal e regular. Aceita discutir o impacto da sua plataforma e regulamentação, desde que não engesse a inovação e concorrência, pois quem perderia seriam o consumidor e a sociedade. O aplicativo não se considera concorrente dos hotéis, mas sim uma experiência diferente e complementar de hospitalidade.

O maior problema das plataformas da economia colaborativa é que ninguém consegue prever para onde o negócio vai. “Não há modelos de gestão consolidados: uma empresa aprende com a outra, e apresenta novas soluções que são incorporadas pelas demais”, explica Ana Paula Spolon, professora de hospitalidade e hotelaria da UFF.

A Airbnb não é exceção: transformou-se em caixinha de surpresas. A cada dia amanhece com uma novidade. A mais recente foi incorporar uma plataforma que chamou de Trips. Nela, além de acomodações, oferece experiências, seja lá o que isto quer dizer, e em breve terá voos e serviços. Aguarde os próximos capítulos desta emocionante novela que só começou.

Fonte: http://www.abeoc.org.br

 
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Saber ouvir

 

Ouvir é a mais crítica das habilidades de comunicação. Em mais de 50% de nosso tempo durante nossa vida estamos na situação de ouvintes. Os humanos ouvem antes de falar, falam antes de ler e leem antes de escrever. Somos quase todos ensinados a ler e escrever, e alguns como falar bem, mas poucos aprendem como podem se tornar bons ouvintes. Esta é a mais negligenciada das habilidades de comunicação.

Ouvir efetivamente é escutar com atenção e entender o que os outros falam através de ideias e sentimentos, como isso pode ser aplicado, memorizando para posterior uso ou avaliação. Qualquer pessoa pode desenvolver suas habilidades de bom ouvinte, e o primeiro passo é livrar-se dos maus hábitos de ouvinte.

Os ouvintes ineficazes e desatentos estão enquadrados em uma ou mais de uma forma:

  • O enganador é aquele que emite sinais externos, balança a cabeça concordando e ocasionalmente murmura: hum… hum… no entanto, sua mente está vagando longe e ele nem sabe dizer o que ouviu.
  • O apressado não deixa o outro terminar sua fala, não faz perguntas e nem procura mais informações. Está sempre muito ansioso para falar e mostra pouco respeito pelos outros.
  • O intelectual está sempre tentando interpretar e julgando prematuramente as palavras dos outros. Raramente presta atenção nas emoções que vem por trás das palavras.
  • O egocêntrico usa as palavras que ouve como um meio para falar de si; se apossa do tema da conversa e muda o foco para suas opiniões, histórias ou fatos.
  • O argumentador escuta o suficiente para usar as palavras dos outros contra eles; quer sempre provar que os outros estão errados e acabam provocando discussões até que os outros mudem de ponto de vista, mesmo sem nenhuma necessidade.
  • O conselheiro interfere na conversa e não permite que os outros possam articular seus pensamentos e sentimentos, não ajuda os outros e ainda tenta depreciar os outros.

A chave para nos tornarmos bons ouvintes é assumir um comportamento ativo, saindo da passividade. Uma pessoa com bons hábitos de ouvinte se concentra em quem está falando; avalia seus significados e responde efetivamente. A pessoa motiva a si mesma mantendo uma atitude positiva, certa de que tudo o que se ouve tem sempre algo que ensina. Busca aprender com as boas ideias e informações dos outros, com as criticas e comentários, porque sabe que sempre são valiosos.

Nunca devemos julgar pela aparência; mostrar respeito é aceitar as diferenças. Quando nos concentramos no conteúdo da mensagem e não desviamos nossa atenção por falhas irrelevantes, por exemplo, quando o outro pronuncia uma palavra errada, conseguimos compreender com mais facilidade. Ao ouvir ideias diferentes, evitando reações apressadas e defesa de seus pontos de vista, podemos aguardar enquanto o outro complete seu raciocinio e assim compreender integralmente o ponto de vista.

Uma mente aberta, respeita o direito dos outros de pensar diferente. Focalizar e identifiquar as macro ideias da mensagem e não se prender apenas em uma única palavra, é a chance de procurar os conceitos nos quais se fundamenta o outro, e serve para facilitar a compreensão da mensagem. Por isso, devemos anotar apenas as ideias e pensamentos mais relevantes.

Resistir às distrações e adotar comportamento ativo, mantendo a contato visual e expressões faciais discretas para concordar ou discordar, permite, no momento oportuno, fazer comentários ou pedir esclarecimentos. Assim devemos resumir mentalmente o que ouvimos, sem deixar que os nossos pensamentos interfiram. Muitas vezes quando os outros falam uma coisa e entendemos outra coisa, é porque efetivamente não ouvimos; enquanto o outro estava falando, nós estávamos perdidos nos nossos pensamentos…

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 
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Turismofobia: a cara menos amável de uma indústria bilionária

 

Cerca de 300 moradores saíam na semana passada às ruas em Palma de Maiorca, na Espanha,  fantasiados de turistas e arrastando malas. Passeando como fazem milhares de visitantes que desembarcam em cruzeiros, eles simularam a criação do que chamaram de “pista para estrangeiros”. Em Barcelona continuam aparecendo pichações, cada vez mais agressivas, no bairro de Gràcia ou perto do turístico parque Güell. “All tourists are bastards” (“todos os turistas são bastardos”), lia-se dias atrás. Em Madri, o carnaval terminou no bairro de Lavapiés com o enterro simbólico de uma moradora: alertava para a expulsão de habitantes pela pressão turística.

A indústria turística tem vivido um boom. Ano após ano, a Espanha bate recordes, até chegar aos mais de 75 milhões de visitantes anuais. Em cinco anos, o turismo internacional cresceu mais de 30%. Simultaneamente, apareceu e se ampliou a turismofobia. O setor vive com inquietação o aumento da rejeição ao turismo. “As atitudes dos responsáveis políticos de algumas Administrações não ajudam a reduzir as tensões”, adverte o presidente da Confederação Espanhola de Alojamentos Turísticos, Joan Molas.

As entidades patronais olham com especial preocupação Barcelona e Ilhas Baleares, onde o turismo representa uma elevada porcentagem da economia. A imprensa internacional já destacou o fenômeno. Às vésperas de outro verão com prováveis recordes de visitantes, o jornal britânico The Independent destacou Barcelona como um dos oito destinos que mais odeiam turistas. O ministro do setor, Álvaro Nadal, respondeu afirmando que “é um fenômeno mais político do que social”. Mas os especialistas consultados, até mesmo alguns empresários, concordam que a irrupção do turismo em massa na vida cotidiana dos cidadãos causa problemas. Seja porque quase não podem andar pela rua, como ao redor da Sagrada Família de Barcelona, pelos problemas de convivência − chegaram a ser denunciados turistas que jogavam futebol em apartamentos − ou porque o aumento de moradias turísticas ocorreu em detrimento do aluguel para residentes, um fenômeno que fez com que os preços disparassem.

Barcelona é uma das cidades onde mais se instalou a turismofobia. Segundo uma pesquisa da administração municipal, embora uma ampla maioria de cidadãos (86,7%) considere que o turismo é benéfico, quase metade acredita que a situação está chegando ao limite. O turismo se transformou na segunda preocupação dos moradores. É o que Claudio Milano, professor da Escola de Turismo e Hospitalidade Ostelea e membro do grupo Turismografias chama de “índice de irritabilidade”. “As cidades que vivem estes fenômenos passam de uma euforia inicial para uma situação de conflito, não com os turistas, mas com as políticas para o turismo”, afirma. A turismofobia, assinala Milano, não é exclusiva da Espanha: “Vemos isso em Veneza, Berlim, Toronto, New Orleans ou no Sudeste Asiático”.

Quanto mais visitas, mais inimizade

Paolo Russo, professor de gestão turística urbana na Universidade Rovira i Virgili, viveu essa situação na própria pele. É veneziano. “Lá os moradores perderam a cidade, é irreversível.” Russo conhece a rejeição e os protestos, mas opina que os cidadãos se equivocam quando dirigem sua ira para o turista: “Ele é apenas a cara da indústria turística. Para o cidadão irritado é mais fácil culpar o turista, mas o culpado não é ele, é a indústria, é o porto aonde chegam os cruzeiros com turistas, são os políticos, é o urbanismo… Qualquer cidade que tenha sido acolhedora com os turistas se torna inimiga deles quando aumenta a pressão”.

A administração municipal de Barcelona calcula que o aluguel turístico seja até quatro vezes mais rentável que o convencional. Isso desvia o mercado para os visitantes e dispara os preços. “Têm ocorrido manifestações de moradores, como a realizada na Barceloneta. Mas ali só há um hotel de 30 quartos. O problema é a existência de milhares de moradias destinadas ilegalmente para uso turístico. Isso nos preocupa, porque torna difícil encontrar alojamento para nossos trabalhadores”, lamenta Molas. As autoridades puseram essa oferta ilegal na alça de mira, ao contrário do que ocorre com os hotéis. “O hotel é uma bolha: protege o cidadão dos turistas, que visitam a cidade de dia, mas durante a noite se concentram nele”, diz Russo.

No bairro Gòtic de Barcelona, mais da metade dos edifícios tem apartamentos turísticos. Reme Gómez, integrante da Assembleia de Bairros por um Turismo Sustentável, rejeita o termo turismofobia: “Ele desvia o foco de atenção e dá argumentos aos grandes lobbies”. A ativista alerta que a massificação está “destruindo o tecido local”.

Os protestos também crescem em Maiorca. Ali se organizaram em grupos como La Ciutat Per a Qui l’Habita (“a cidade para quem vive nela”) e Palma21. Por outro lado, Macià Blázquez, professor de Geografia da Universidade das Ilhas Baleares, recorda que o turismo é “uma indústria muito abençoada. Sempre se diz que ela não tem chaminés, porque presta serviços e não extrai recursos”.

Gasto compartilhado

Precisamente, o especialista em espaço público David Bravo e o geógrafo Francesc Muñoz concordam que o turismo deve ser tratado como uma indústria. “Assumimos todos os gastos com limpeza, transporte público e segurança dos turistas e frequentemente eles só deixam a embalagem da comida que lhes dão”, queixa-se Bravo. Muñoz defende “ir direto ao ponto: assim como o vendedor que quer fazer negócio tem de pagar uma taxa, as empresas turísticas que se aproveitam de investimentos coletivos (como os calçadões para pedestres) teriam de pagar algo em troca para as cidades”.

O consultor da Magma Turismo Bruno Hallé, convencido de que o problema surgiu “a partir de opções políticas”, ressalta, por sua vez, a geração de “riqueza, conhecimento e postos de trabalho” pelo setor. “Os esforços devem se concentrar em vigiar a oferta ilegal”, opina. Na verdade, muitos moradores, em meio à crise econômica, resolveram aproveitar o boom do turismo para alugar apartamentos ou quartos para viajantes.

Itália estuda criação de controles em cidades e monumentos

A prefeita de Roma, Virginia Raggi, quer evitar que os 30.000 visitantes que a cada dia se aproximam da Fontana di Trevi se detenham diante ela. Deixou isso claro neste mês. Segue assim a posição do ministro italiano da Cultura, Dario Franceschini, que semanas antes falou em fixar limites nas visitas aos “centros históricos” do país.

A Fontana di Trevi é um dos centros dos quais falou Franceschini, assim como a famosa escadaria da igreja Trinità dei Monti, também em Roma, cidade que recebe dezenas de milhões de visitas a cada ano.

A pressão se multiplica em Veneza, cuja área turística tem 50.000 moradores e recebe mais de 30 milhões de visitantes a cada ano. Foram instaladas catracas nas três pontes de acesso à cidade e nos terminais onde desembarcam os passageiros de cruzeiros. Esse é um mecanismo para que se possa começar a limitar o número de visitantes desses “centros históricos”, como propõe Franceschini.

Outro lugar onde as autoridades tentam que o turismo não morra por causa do sucesso é a Islândia. A ilha vulcânica no norte do Atlântico, na qual vivem 330.000 pessoas, viu como nos últimos anos se multiplicou seu grau de atração turística. Em 2010, através de seu aeroporto internacional, recebeu quase meio milhão de visitas. No ano passado, o total chegou a 1,76 milhão. O aumento levou as autoridades do país a preparar neste ano medidas para encarecer o preço dos alojamentos turísticos, a fim de limitar a chegada de visitantes.

Fonte: https://www.msn.com

 
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Prevenção de acidentes e sinistros em eventos

 

Gestores e produtores de Eventos organizam desde pequenos eventos sociais até mega eventos e, sendo o principal responsável, chama para si a responsabilidade sobre perdas e danos. Qualquer evento tem suas implicações legais que inclui responsabilidades pessoais, civis e criminais para as partes envolvidas, por isso é preciso ter o conhecimento da legislação e dos princípios básicos de direito, que pode ser a grande diferença entre o sucesso e o insucesso de um evento.

O uso do direito na realização de um evento implica fundamentalmente em observar as leis concernentes ao meio ambiente, à segurança e integridade física das pessoas, do local e de materiais. Para isso existem requisitos que devem ser preenchidos como ações para preservação do espaço utilizado, conservação de parques, jardins e áreas verdes, prevenção para evitar poluição sonora, congestionamento de trânsito e principalmente avaliação dos riscos de acidentes e sinistros como incêndio, desabamento, tumultos etc.

Para realizar um evento, independente do seu tamanho, seja em local público ou privado, é necessário ter a documentação obrigatória por lei. Conseguir um licenciamento para um evento não é tão complicado, basta fazer a requisição e entregar nos órgãos municipais. Os prazos para obtenção do alvará pode variar de uma cidade para outra, já que é regulamentado por uma lei municipal que está no código de postura da Lei Orgânica de cada município. O ideal é solicitar de 2 a 4 semanas antes.

Todo local contratado para a realização de um evento deve ter também o alvará de funcionamento atualizado, isso significa que os órgãos competentes procederam a fiscalização e constataram que a atividade exercida e o local atende a todos os requisitos exigidos por lei. No entanto, cabe ao Gestor de Eventos avaliar se realmente o espaço é suficiente para o número de convidados e se as medidas preventivas de acidentes e sinistros são adequadas, pois caso venham a ocorrer o Gestor de Eventos responderá solidariamente por eles.

O local da recepção além de confortável e elegante deve oferecer boa ventilação, local apropriado para bar, copa e cozinha, além de no mínimo 1 banheiro em boas condições de uso para cada 60/100 pessoas. O espaço livre do salão de festas, boate ou casa de diversão deve ter capacidade de 1,00 metro quadrado para cada 2 convidados. Quando se tem alguma dúvida deve-se recorrer à orientação do Corpo de Bombeiros, pois o compromisso com a saúde e segurança dos convidados e empregados que participam de um evento vem antes da produção, afinal pessoas são mais importantes do que resultados e bens materiais.

Contratar um seguro é um meio do Gestor de Eventos garantir as possíveis reparações de danos. Existem coberturas não só para danos materiais ou corporais causados a terceiros durante o evento, mas também para danos causados ao local, cancelamento, adiamento, interrupção de shows gerados pela ausência dos artistas ou palestrantes ou por condições adversas que provoquem perda forçada de público. Algumas seguradoras garantem inclusive a devolução do valor pago para ingresso em eventos cancelados, adiados ou interrompidos, que é um direito do consumidor.

O fogo é a maior ameaça identificada nos eventos e devem ser usados todos os meios técnicos e organizacionais a fim de tentar evitar, controlar ou extinguir o fogo bem como um plano de evacuação em casos de emergência. As saídas de emergência devem ser sinalizadas e a quantidade de portas será definida pelo número de pessoas presentes dividido pela capacidade de passagem, de modo que seja possível a saída de todas as pessoas em no máximo em 3 minutos.

A norma 9077 da ABNT dispõe sobre saídas de emergência e a distância máxima a ser percorrida até a área de escape, servindo de base para as instruções técnicas do Corpo de Bombeiros. Fundada em 1940, a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o órgão responsável pela normalização técnica no Brasil fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.

A obediência a uma norma técnica, tal como norma ISO ou ABNT, quando não referendada por uma norma jurídica não é obrigatória. No entanto, minimizar os riscos aplicando procedimentos preventivos demonstra profissionalismo. Prática e teoria são elementos interdependentes e tratar riscos e segurança apenas de forma empírica demonstra amadorismo, gerando graves consequências que podem não envolver apenas perdas materiais e financeiras, mas também perdas humanas.

 

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 
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Porque mudar sua vida é difícil

 

Por que temos tanta dificuldade para mudar?

Texto de Leo Babauta

Muitos de nós temos coisas que gostaríamos de mudar: hábitos de dieta e exercício, procrastinação e produtividade, paciência e mindfulness, organização e finanças, leitura e aprendizado e todas as coisas que queremos fazer – ou deixar de fazer – na vida.

Mas, muitas vezes, ficamos aquém de nossas esperanças.

Qual é o problema? Por que temos tanta dificuldade com essas mudanças?

Há muitas razões. Algumas delas se devem a fatores externos, mas a principal, na verdade, se deve a um fator interno: nós mesmos viramos um obstáculo.

Como? O problema é nossa maneira de pensar. Veja se você já fez alguma dessas coisas:

- Você procrastina ou vacila em suas mudanças de hábito, e então é muito crítico consigo mesmo.
- Quando chega a hora de fazer o que precisa, você adia e procura por algo mais fácil, busca distrações.
- Se você está fazendo algo desconfortável, procura uma maneira de escapar, dizendo a si mesmo que não consegue fazer.
- Você se estressa muito quando está fazendo algo difícil, e cria expectativas irracionais que lhe deixam em agonia.
- Você imagina como será o resultado de seus objetivos, mas então se preocupa e se estressa, se perguntando se irá conseguir alcançar esses objetivos.
- Você se sente mal, duvida de si mesmo e se tortura, o que lhe impede de agir.

Acho que a maioria de nós fez isso em algum momento, muitas vezes sem sequer ter consciência disso. Nós atrapalhamos o nosso próprio caminho, e tornamos as coisas mais difíceis do que já são.

Porque viramos nosso próprio obstáculo

Por que fazemos isso, se apenas dificulta as coisas? Estes são padrões antigos, construídos ao longo dos anos, que funcionam como mecanismos de defesa para lidar com as dificuldades.

Os motivos para os padrões mencionados acima:

- Temos muita incerteza ou desconforto sobre a tarefa ou o projeto, então procuramos uma saída e começamos a buscar justificativas e procurar algo mais fácil.
- Criamos grandes expectativas (objetivos, ideais, fantasias) e, em seguida, tememos não atender a essas expectativas.
- Não acreditamos em nós mesmos porque duvidamos que somos bons o suficiente.
- Cobrar-se demais por procrastinar ou falhar é uma maneira de lidar com a incerteza que surge quando fazemos essas coisas.

Dessa forma, surgem as incertezas: sobre nós mesmos, sobre como acabamos de procrastinar, sobre como o projeto será feito, sobre como terminar a tarefa e se alcançaremos nosso objetivo.

Então, reagimos a esse sentimento incômodo de incerteza e nos criticamos, nos estressamos, procrastinamos e procuramos distrações, acreditando que devemos desistir. Estes são padrões antigo: é como lidamos com o desconforto da incerteza.

Não é uma sensação boa, mas é uma reação natural. Há mais conforto e certeza em nossas distrações, fugas, autocríticas, e nas histórias que inventamos sobre porque não conseguimos agir.

É do desconforto que queremos nos afastar. Nós viramos um obstáculo quando tentamos nos desvencilhar dos sentimentos de incerteza.

Como liberar o caminho

Então como deixamos de ser o nosso próprio obstáculo? Liberando o caminho. Quando percebermos que estamos procrastinando, procurando distrações, nos estressando ou buscando explicações para adiar ou desistir de algo, devemos parar por um momento e perceber o que estamos fazendo.

Reflita sobre como você está dificultando as coisas. Podemos fazer com que tudo seja mais fácil se não reagirmos à incerteza. Note a sensação, veja que está lá e que você quer se afastar dela. Mas reconheça que é apenas uma sensação, e que não há motivo para entrar em pânico.

Na verdade, ao praticar esse hábito de atenção, de mindfulness, de reconhecer a incerteza e acomodá-la, podemos evitar o desconforto da dúvida. E quando fazemos isso, podemos simplesmente voltar à tarefa e agir.

Se estamos procrastinando com uma tarefa de escrita, podemos parar de fugir,  incerteza e então apenas escrever, sem se preocupar. Se estivermos nos estressando por não seguir um plano, podemos notar que estamos nos criticando demais e simplesmente recomeçar, deixando o estresse para trás. O mesmo vale para os objetivos: se eles parecem difíceis de serem alcançados, reconheçamos nossa incerteza e continuemos em frente sem nos preocupar com as expectativas.
Perceba a incerteza e sua vontade de fugir. Mas siga em frente, com gratidão e um sorriso. Não precisamos atrapalhar nosso próprio caminho, as coisas não precisam ser difíceis.

Muitos de nós temos coisas que gostaríamos de mudar: hábitos de dieta e exercício, procrastinação e produtividade, paciência e mindfulness, organização e finanças, leitura e aprendizado e todas as coisas que queremos fazer – ou deixar de fazer – na vida.

Mas, muitas vezes, ficamos aquém de nossas esperanças.

Qual é o problema? Por que temos tanta dificuldade com essas mudanças?

Há muitas razões. Algumas delas se devem a fatores externos, mas a principal, na verdade, se deve a um fator interno: nós mesmos viramos um obstáculo.

Como? O problema é nossa maneira de pensar. Veja se você já fez alguma dessas coisas:

- Você procrastina ou vacila em suas mudanças de hábito, e então é muito crítico consigo mesmo.
- Quando chega a hora de fazer o que precisa, você adia e procura por algo mais fácil, busca distrações.
- Se você está fazendo algo desconfortável, procura uma maneira de escapar, dizendo a si mesmo que não consegue fazer.
- Você se estressa muito quando está fazendo algo difícil, e cria expectativas irracionais que lhe deixam em agonia.
- Você imagina como será o resultado de seus objetivos, mas então se preocupa e se estressa, se perguntando se irá conseguir alcançar esses objetivos.
- Você se sente mal, duvida de si mesmo e se tortura, o que lhe impede de agir.

Acho que a maioria de nós fez isso em algum momento, muitas vezes sem sequer ter consciência disso. Nós atrapalhamos o nosso próprio caminho, e tornamos as coisas mais difíceis do que já são.

Porque viramos nosso próprio obstáculo

Por que fazemos isso, se apenas dificulta as coisas? Estes são padrões antigos, construídos ao longo dos anos, que funcionam como mecanismos de defesa para lidar com as dificuldades.

Os motivos para os padrões mencionados acima:

- Temos muita incerteza ou desconforto sobre a tarefa ou o projeto, então procuramos uma saída e começamos a buscar justificativas e procurar algo mais fácil.
- Criamos grandes expectativas (objetivos, ideais, fantasias) e, em seguida, tememos não atender a essas expectativas.
- Não acreditamos em nós mesmos porque duvidamos que somos bons o suficiente.
- Cobrar-se demais por procrastinar ou falhar é uma maneira de lidar com a incerteza que surge quando fazemos essas coisas.

Dessa forma, surgem as incertezas: sobre nós mesmos, sobre como acabamos de procrastinar, sobre como o projeto será feito, sobre como terminar a tarefa e se alcançaremos nosso objetivo.

Então, reagimos a esse sentimento incômodo de incerteza e nos criticamos, nos estressamos, procrastinamos e procuramos distrações, acreditando que devemos desistir. Estes são padrões antigo: é como lidamos com o desconforto da incerteza.

Não é uma sensação boa, mas é uma reação natural. Há mais conforto e certeza em nossas distrações, fugas, autocríticas, e nas histórias que inventamos sobre porque não conseguimos agir.

É do desconforto que queremos nos afastar. Nós viramos um obstáculo quando tentamos nos desvencilhar dos sentimentos de incerteza.

Como liberar o caminho

Então como deixamos de ser o nosso próprio obstáculo? Liberando o caminho. Quando percebermos que estamos procrastinando, procurando distrações, nos estressando ou buscando explicações para adiar ou desistir de algo, devemos parar por um momento e perceber o que estamos fazendo.

Reflita sobre como você está dificultando as coisas. Podemos fazer com que tudo seja mais fácil se não reagirmos à incerteza. Note a sensação, veja que está lá e que você quer se afastar dela. Mas reconheça que é apenas uma sensação, e que não há motivo para entrar em pânico.

Na verdade, ao praticar esse hábito de atenção, de mindfulness, de reconhecer a incerteza e acomodá-la, podemos evitar o desconforto da dúvida. E quando fazemos isso, podemos simplesmente voltar à tarefa e agir.

Se estamos procrastinando com uma tarefa de escrita, podemos parar de fugir,  incerteza e então apenas escrever, sem se preocupar. Se estivermos nos estressando por não seguir um plano, podemos notar que estamos nos criticando demais e simplesmente recomeçar, deixando o estresse para trás. O mesmo vale para os objetivos: se eles parecem difíceis de serem alcançados, reconheçamos nossa incerteza e continuemos em frente sem nos preocupar com as expectativas.
Perceba a incerteza e sua vontade de fugir. Mas siga em frente, com gratidão e um sorriso. Não precisamos atrapalhar nosso próprio caminho, as coisas não precisam ser difíceis.

Fonte: www.administradores.com.br

 
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Mitos sobre criatividade que precisamos esquecer

 

Inovação, invenção, genialidade… chega de confusão. Entenda o conceito de criatividade — e como ela se aplica aos negócios — de uma vez por todas

Criatividade, inovação, pensar fora da caixa e outros termos da moda viraram palavras de ordem nas empresas. Mas falar e exigir é mais fácil do que trabalhar e criar uma cultura corporativa onde as pessoas possam se manifestar sem receio de represálias — o que é apenas um começo. A criatividade, mesmo desejada, é desestimulada e esmagada pelas demandas do cotidiano.

Isso ocorre, em parte por conta de desconhecimento acerca do conceito. Muitos gestores não sabem exatamente o que procuram quando exigem criatividade das suas equipes — possivelmente uma solução iluminada que resolva boa parte de seus problemas e atraia lucros. Não é bem assim que funciona.

Para que a criatividade possa ser levada a sério no cotidiano das empresas, alguns mitos precisam ser desconstruídos. Confira abaixo os cinco principais.

1. Apenas gênios podem ser criativos

O mito romântico da genialidade ainda parece permear o imaginário das pessoas. Cultuamos personalidades como Leonardo da Vinci, Pablo Picasso e Salvador Dalí e pensamos que as empresas precisam de gênios como eles. Mas esquecemos que todos esses artistas são fruto de sua época e viveram e produziram conforme as demandas contemporâneas.

Um exemplo claro é a carta — hoje seria chamada de currículo — endereçada ao Duque de Milão, onde Leonardo Da Vinci propõe uma série de soluções para problemas cotidianos baseadas na sua capacidade. “Eu faço uma espécie de ponte extremamente leve e forte”; “eu sei como, quando um lugar está sitiado, levar água para fora das trincheiras”; “eu tenho métodos para destruir cada pedra ou outras fortalezas, mesmo que elas tenham sido fundadas em uma rocha”.

São basicamente conhecimentos adquiridos e aplicados. Algo que qualquer pessoa, em perfeitas condições físicas e mentais, com acesso à informação, pode fazer sem dificuldade. “Criatividade é o processo de tornar-se sensível a problemas, deficiências, lacunas no conhecimento, desarmonia; identificar a dificuldade, buscar soluções, formulando hipóteses a respeito das deficiências; e, finalmente, comunicar resultados”, define a pesquisadora e psicóloga Eunice Alencar no livro Criatividade.

A criatividade artística renascentista muitas vezes é louvada, mas seu caráter pragmático é esquecido. “Os artistas sempre trabalharam ‘sob encomenda’ e com prazos de entrega”, lembra o pensador Domenico de Masi em O ócio criativo. “A criatividade deles muitas vezes se atiçava com a ideia de desafiar esses limites. Os grandes artistas do renascimento recebiam instruções muito precisas por parte de quem lhes encomendava a obra”, conta. Para de Masi, a diferença entre um trabalho criativo e um trabalho burocrático é a maneira como as regras são encaradas: no primeiro caso, como um desafio; no segundo, como limites.

2. Inovação e criatividade são a mesma coisa

Inovar é imperativo nas empresas, especialmente porque hoje não é possível manter o crescimento e superar a concorrência sem inovação. Assim como ocorre com a criatividade, seu conceito tornou-se um pouco nebuloso em virtude da sua disseminação indiscriminada. Alguns acham que inovar é simplesmente criar novos produtos. Ou que inovação e criatividade são a mesma coisa. Não é bem assim.

A inovação acontece quando algum elemento novo é introduzido no produto final ou nas rotinas da empresa, de modo a gerar maior valor econômico. Seu resultado depende, em parte, da criatividade. Criação é efeito, criatividade sua causa.

No entanto, não são termos sinônimos nem devem ser tratados como tal. O processo para o desenvolvimento de uma equipe onde a criatividade é um valor fundamental é diferente dos processos de inovação, cada qual com um propósito específico.

3. Criatividade é assunto estritamente individual

Tanto especialistas da área de educação quanto da área de negócios entendem que a criatividade não brota e se desenvolve sozinha na mente do indivíduo — algo que Aristóteles elucidou há alguns milhares de anos em sua Poética. Fazer parte de um ambiente que estimule a criatividade e estar na companhia de pessoas que reforcem esse traço são fatores que exercem papel fundamental no comportamento das pessoas. A criatividade tem um componente social. E nesse aspecto consistem os maiores problemas relacionados ao comportamento criativo.

A psicóloga e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Argentina Rosas aponta que os três principais ambientes de formação individual — família, escola e trabalho — por vezes atuam com a intenção de inibir a criatividade em nome da estabilidade social. Porém, de maneira contraditória, exigem das pessoas que elas sejam criativas, sobretudo em momentos de crise. Não é raro que verdadeiros talentos sejam penalizados por agirem de maneira diferente ou se destacarem.

“Falar de criatividade tomou-se modismo. O termo vem assumindo uma dimensão mágica, principalmente nos meios de comunicação de massa. Contudo, não nos iludamos. Ainda estamos longe de observar aqueles meios de socialização — família, escola, trabalho — cultivando a criatividade, a fecundidade imaginativa, a reflexão crítica, a intuição”, alerta Rosas.

Jean Piaget, um dos maiores pensadores do século 20 e entusiasta do desenvolvimento da cognição infantil, destacou o papel da coletividade na formação de pessoas criativas. “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe”, escreveu no livro O nascimento da inteligência na criança.

Durante a fase adulta, quando já atuam em ambientes de trabalho geralmente burocráticos, as pessoas têm condições de pensar de maneira criativa, mesmo após anos de conformação familiar e escolar. Se o ambiente, a direção e os colegas fornecem a liberdade necessária e reconhecem o esforço na concepção de novas ideias, a criatividade individual é beneficiada.

4. Uma empresa ou equipe deve ter os “criadores” e os “executadores” em ordem hierárquica

Essa é uma noção possivelmente oriunda da Revolução Industrial de 200 anos atrás. A cultura corporativa que determina a alguns funcionários que eles “não são pagos para pensar, mas para fazer” não ajuda muito. E tudo isso está redondamente equivocado.

Conforme já foi dito, a criatividade é uma capacidade inerente das pessoas. As soluções mais criativas podem vir de qualquer lugar, inclusive das pessoas que executam atividades de nível operacional. Delegar o trabalho de pensar apenas aos executivos e gerentes é desperdiçar o potencial latente da própria empresa.

Em outras palavras, uma companhia com esse pensamento não irá resistir à concorrência. Todas as pessoas são criativas, embora nem todas tenham o mesmo potencial; é trabalho da empresa garantir que essa criatividade se transforme em um ativo.

“A criatividade não é totalmente maleável – a personalidade estabelece certos limites – mas pode ser cultivada por meio de intervenções deliberadas, especialmente por períodos longos de tempo. Estudos genéticos sugerem que os genes determinam cerca de 10% da variabilidade do potencial criativo, portanto há muito espaço para desenvolvimento”, afirma Tomas Chamorro-Premuzic, professor de Psicologia aplicada aos negócios da University College London.

No entanto, o professor também alerta que ter pessoas com o mesmo perfil criativo em uma equipe ou empresa pode ser prejudicial. “Embora geradores de ideias sejam essenciais para qualquer equipe criativa, suas ideias só serão implementadas se a equipe também contar com pessoas que amem execução, pensem de forma pragmática, sejam atentas aos detalhes e ajudem a transformar ideias criativas em verdadeiras inovações”, explica.

5. Criatividade não guarda qualquer relação com a cultura empresarial

“O cotidiano em um ambiente de trabalho está essencialmente relacionado ao engajamento dos funcionários, que influencia fortemente a criatividade e a produtividade”, explica a psicóloga e pesquisadora Teresa Amabile em uma palestra no TED.

Ao relacionar três fatores indissociáveis — engajamento, criatividade e produtividade –, a psicóloga conclui que essa é a força motriz da performance. Portanto, ter funcionários criativos é fundamental para que uma empresa consiga gerar valor para clientes, sócios e acionistas. A busca dessa valor, no entanto, não deve se dar apenas no âmbito da contratação. Assim como o engajamento e a produtividade, a criatividade pode ser estimulada.

“O pensamento criativo refere-se a como as pessoas abordam os problemas e propõem soluções — a capacidade delas de criar novas combinações com ideias que já existem”, explica a psicóloga em um artigo publicado na Harvard Business Review.

Fonte: www.administradores.com.br

 

 
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