Desafios do mercado de eventos, segundo especialistas

 

O mercado de eventos está cada vez mais repleto de detalhes e particularidades. Os profissionais da área precisam estar sempre atentos aos padrões da indústria, demandas e até mesmo regulações governamentais.

Com o intuito de desmistificar o setor e tentar encontrar soluções, o site Skift conversou com alguns especialistas da área para saber quais os principais desafios.

1. Clientes que não sabem o que e como querem

Para o presidente da Fifth Element Group, Aaron Kaufman, o maior problema atualmente está sendo encontrar clientes que saibam a diferença entre um planejador de eventos profissional e um aventureiro. “Falta regulamentação na nossa indústria, por isso é fácil para uma empresa dizer que faz o serviço completo e, na verdade, não”, diz.

Segundo o executivo, é muito comum encontrar pessoas que não estão qualificadas para o trabalho e que acabam prejudicando o mercado. “O comprador contrata alguém que diz que faz tudo e por um preço menor. Acaba se tornando um círculo vicioso”. Uma boa solução seria a indústria conseguir educar os clientes a procurarem por profissionais de verdade.

2. É um mercado de vendas

Uma das dificuldades para a palestrante do setor, Shawna Suckow, é o processo de negociação de contrato. “Em muitos casos, o organizador de eventos sente que não tem controle e que os vendedores estão tirando vantagem”, afirma.

Não há muito o que os planejadores possam fazer, mas ter um bom relacionamento com esses fornecedores ajuda a ter diálogo, indica a especialista.

3. Fazer eventos para diferentes gerações

“O maior desafio é manter-se relevante ao planejar para um público de diferentes gerações”, diz a head da Saal Meeting Consulting, Dana Saal. Dana explica que, ao organizar um encontro de uma associação, por exemplo, é necessário honrar os participantes mais velhos que estão acostumados com o modelo do evento, mas também convencer os mais novos que a reunião oferece algum valor.

“O público mais antigo gosta de encontrar seus colegas de longa data durante os encontros anuais, aproveitar um pequeno descanso e levar novas ideias para casa. Os millennials querem se conectar com novas pessoas que tragam discussões e pensamentos valiosos.”

Para alcançar o objetivo, a profissional desenha formas de ambas as necessidades serem realizadas em um único evento. Um exemplo é apresentar um tópico em duas maneiras: tradicionalmente ou em formato de workshop. Assim, os mesmos objetivos de aprendizagem são entregues, mas de jeitos diferentes.

4. As pessoas não entendem o que o profissional de eventos faz

“Enquanto o planejador não evoluir para estrategista de eventos, os problemas continuarão. Nossa profissão é mal interpretada. Muitos acham que organizamos festas e que é um emprego de glamour.
Familiares e amigos têm uma vaga ideia do que fazemos, mas não têm ideia da profundidade das responsabilidades, expertise ou sobre a pressão em que trabalhamos”, afirma a fundadora da Strategic Meetings & Events, Christy Lamagna.

Christy acredita que o desafio é a indústria não ter uma visão compartilhada sobre a profissão e o fato de não existir um padrão mínimo obrigatório para qualificar um profissional. Para haver melhoras, será necessário sair da zona de conforto, ter vontade de fazer o trabalho necessário e tomar decisões.

Fonte: www.abeoc.org.br

 
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