Comunicação eficiente e apresentação em público

 

 

 

 

 

 

 

 

A comunicação é uma peça essencial na consolidação e divulgação da identidade das empresas e das pessoas, e é na sua essência, uma transmissão de emoções, comportamentos e ideias, utilizando um manancial de sistemas e ferramentas, dos quais se destacam a simbologia, a semiótica, a escrita, as telecomunicações, entre outras.

Através dela damos corpo às ideias, uma resposta aos sentidos, e estruturamos iniciativas tendo como essencial objetivo a capacidade de concentrar a atenção dos interlocutores sobre uma mensagem bem elaborada.

Estabelecer uma comunicação eficiente depende de um aperfeiçoamento contínuo de alguns atributos que possam torná-lo um bom orador. A aplicação diária de alguns conceitos permite evitar erros que são comuns durante uma conversa ou transmissão de informação. Durante a comunicação você transmite mensagens:

  • 60% através de sua expressão corporal
  • 30% através da voz
  • e apenas 10% através das palavras.

Ou seja, a sua expressão corporal denuncia antes o que você vai dizer: pelo seu semblante, seu olhar, seus gestos, posição do corpo etc. Muitos candidatos políticos perdem sua eleição por não dominarem a comunicação, não conseguindo convencer seus eleitores quanto às suas propostas e ideias.

Expressão Corporal

A expressão Corporal é o movimento do corpo, o jogo fisionômico, que fazem a comunicação não verbal e que são mais notadas pelo interlocutor. Existem atitudes que devem ser evitadas, como por exemplo:

  • falar com mãos nos bolsos, cruzar os braços ou entrelaçar as mãos nas costas, denuncia que você não está disponível para ouvir, negociar ou se envolver na comunicação. Indica uma barreira entre você e seu interlocutor.
  • Fazer gestos abaixo da cintura ou acima da linha da cabeça, altera o campo de atenção do seu interlocutor.
  • Colocar os cotovelos na mesa ou apoiar a cabeça com as mãos, indica também pouca tolerância ou pouco interesse.
  • Executar gestos involuntários, como coçar a cabeça, mexer no cabelo, mexer em alianças e pulseiras, brincar com canetas ou papéis sobre a mesa ou com o fio do microfone; indica ao interlocutor uma concentração dirigida a outros pontos, o que sugere interrupção da conversa.
  • Estando sentado, evite cruzar as pernas, indica tensão na comunicação. Esticar as pernas, jogar o corpo para trás, ou pender o corpo para um dos lados ou se apoiar no braço da cadeira, denota uma má vontade, uma indisposição para se comunicar.
  • Mesmo que você esteja apenas ouvindo, como por exemplo uma palestra, as suas atitudes são observadas pelo palestrante. Um artista sabe muito bem ler essas mensagens de sua platéia.

A comunicação também se faz através do que você usa, como se veste, a composição geral, a adequação ao seu tipo corporal, as cores de sua roupa, os detalhes de seus acessórios, estilo, a qualidade do que você usa, o seu cuidado pessoal e higiene, etc. Embora muitas vezes não seja a própria verdade, a aparência transmite uma mensagem não verbal muito importante sobre você.

Expressão verbal

Suas palavras devem encontrar respaldo no que você diz; seus atos devem estar de acordo e se apoiar no tema da sua conversa. Os movimentos do seu rosto, a forma de olhar, o tom de voz, seus gestos, seu modo de vestir nunca poderão estar contradizendo o que você diz. Comunicar é transmitir informação e pensamento, e o maior responsável pela comunicação é quem informa e transmite. Se alguém não o entende, provavelmente você não está sintonizando com o seu interlocutor, ou não está transmitindo o seu pensamento de forma adequada.

Quando nos propomos a conversar ou discursar sobre determinado assunto, devemos estar consciente de que deve existir um embasamento em informações concretas o que demonstrará o domínio do assunto tratado. Um desembaraçado comunicador não acrescenta dados. Se você tem disponível muito mais informações do que aparentemente será necessário repassar, você nunca será surpreendido por uma pergunta.

Ler, pesquisar sobre o assunto, processar e esquematizar o que você quer repassar, é a forma correta de não se perder no assunto durante um discurso. Jamais minta ou fale sobre algum assunto que não tenha amplo domínio, pois isso é bem percebido pelo público, mesmo que tente disfarçar.

A aceitação de suas ideias é um processo que envolve compreensão e confiança, atingindo o convencimento. Nela interagem a naturalidade, a espontaneidade, o ritmo da fala. É muito fácil perceber os artificialismos, que geram desconfiança de propósitos e criam barreiras em sua argumentação. Mas ser natural não quer dizer que possa negligenciar as regras gramaticais e incorrer em erros de linguagem.

Os defeitos de estilo e incorreções de linguagem podem ser combatidos com estudo, experiência, disciplina e trabalho persistente. Trata-se de um aperfeiçoamento contínuo de dicção, postura, gestos e vocabulário, sempre buscando desviar-se ao mínimo das características pessoais. Mas é preciso entender a diferença entre conversar e falar em público, porque à frente de uma pessoa você tem mais condições de observar o impacto do que você diz, de modo a interagir com seu interlocutor; enquanto numa platéia, você estará informando, transmitindo um pensamento, e muitas vezes há uma maior dificuldade de interagir com o público.

Envolver-se na comunicação é ter emoção que se revela pelo entusiasmo com que se dedica a transmitir ou defender uma idéia. A sua proposta deve ser de interpretar a sua verdade, transmitindo-a com a força da importância que ela representa. No entanto, você perde o poder de comunicação se não houver autocontrole, pois o excesso de emotividade em um discurso, pode ser considerado como nervosismo e descontrole. Todo artista e apresentador de sucesso sabe bem disso.

A voz humana é produzida pela vibração do ar que é expulso dos pulmões pelo diafragma e que passa pelas pregas vocais e é modificado pela boca, lábios e a língua; resultando na articulação de partes dos aparelhos digestivo e respiratório, o que acaba por movimentar todo o organismo que funciona e se expressa por meio da voz. Por isso que, através da fala, é nítido o nervosismo, a pressa, a hesitação, quando estes componentes psicológicos e seus contrários estiverem presentes. Dessa forma é importante saber controlar a respiração, que é constituída de inspiração e expiração.

A respiração deve ter seu fluxo normal para fazer vibrar as cordas vocais e produzir a voz. Quanto mais aproximado for o som ouvido no gravador da voz que toda pessoa se atribui, mais eficiente está sendo feito este processo. Várias técnicas são desenvolvidas por fonoaudiólogos para esta conquista. Diz-se que a voz mais natural é aquela projetada na parte que vai da sobrancelha até a boca, numa concentração e emissão de ar sem esforço. Um teste comum é cantar com a boca fechada uma determinada melodia e sentir vibração no nariz e próximo da boca, pontos onde o ar deve ressonar com a mesma intensidade.

Vocabulário e apresentação

A pronúncia correta é um dos meios para ser compreendido em qualquer idioma. É muito fácil acomodarmos e passarmos a omitir sons de silabas ou até de palavras inteiras, no entanto encontraremos maior dificuldade em sermos atendidos em nossas solicitações ou entendidos em nossos discursos, além de que perdemos a credibilidade no que desejamos comunicar. Uma pessoa que conversa de forma clara, bem pontuada, a respeito de assuntos relevantes, objetivos e concretos, desperta muito mais atenção e consideração para ser ouvida.

As linguagens regionais também podem interferir no processo de comunicação; é como conversar num dialeto incompreensível. Por isso, essas expressões específicas de regiões, simplificação de palavras, gírias e costumes populares devem ser abolidos, sem no entanto, perder a naturalidade. Os sotaques não são tão perturbadores, desde que não altere a mensagem.

O volume da voz deve ser adequado ao ambiente, à sonorização e às condições acústicas. O ideal numa conversa é saber moderar o volume de acordo com quem ouve. Se as pessoas estão perto, não precisa falar alto; se estão distantes, aproxime-se mais delas. Diante de uma platéia, utilize um microfone. A voz alta demais é irritante; a voz baixa gera desatenção e desinteresse.

A velocidade da fala, a respiração, a pronúncia e a emotividade de cada pessoa determinam a rapidez ou lentidão da voz, e também interagem na mensagem transmitida. Moderar a velocidade, saber dar pausas para respirar, pronunciar corretamente e controlar as emoções, ter coerência entre gestos e fala, e ter naturalidade, é um conjunto de medidas que podem torná-lo um bom comunicador.

Melhorar a comunicação é questão de treino; se tem dificuldade de pronunciar algumas palavras, repita-as várias vezes até superá-las. Repasse informações importantes pelo menos duas vezes; aprenda termos diferentes para dizer a mesma coisa, assim você será melhor entendido e compreendido. Ao falar em público, saiba que as pausas criam suspense, e então poderá reiniciar dando ênfase e energia às suas últimas palavras para recapturar eventuais atenções perdidas e dar a idéia de sua reflexão.

A alternância de volume e velocidade da voz tendem a causar boa impressão na platéia, desde que se mantenham requisitos de boa pronúncia, mas as pausas só devem ocorrer quando é necessário destacar argumentos do assunto ou fixar uma idéia. Pessoas que falam com muitas pausas transmitem insegurança.

As palavras adquirem sentidos distintos pela forma da pronúncia em relação ao discurso, ou seja, nos momentos oportunos, coloque maior inflexão de voz e sentimento a partir da forma de pronúncia em relação às demais da mesma frase. A idéia é de que esse destaque auxilia na comunicação através da intensidade, pausa silábica ou a pausa silenciosa.

O vocabulário é a quantidade e qualidade de palavras conhecidas pelo orador, que vai facilitar a sua desenvoltura, clareza e sucesso de um pronunciamento, da expressão de ideias, da articulação do raciocínio em frases. A amplitude deste repertório-base é conquistada com muita leitura, testes de substituição de palavras de um texto por sinônimos, análise de discursos e atenção a tudo que for ouvido. É isto que diferencia as pessoas, notadamente se souber ser aproveitada na expressão oral.

Deve-se evitar ao máximo, diante de uma plateia, gírias e palavrões, assim como ditados populares, piadas e chavões, que podem causar mal entendidos. Em alguns casos até pode haver espaço para tal, mas nem sempre pode ser apropriado. Tenha sempre em mente que, toda palavra pronunciada diante de muitas pessoas ganha maior força e tem maior impacto.

É de bom senso evitar excessivos termos pouco comuns, clássicos ou técnicos, com exceção quando se tratar de assunto em que todos tenham a mesma compreensão técnica. Caso seja necessário utilizar um termo técnico ou de outro idioma, que se faça as devidas explicações a respeito. Além disso, conhecer o perfil do seu público ajudará a expressar o vocabulário adequado; bem como o local de sua apresentação e os objetivos que se deseja alcançar.

Mesmo para aqueles que detém um vasto vocabulário, há de se evitar os ruídos que interferem na comunicação, que são os casos típicos daqueles que terminam uma frase sem apresentar uma conclusão ou se perdem no discurso, entrando em outros assuntos sem ter concluído o primeiro. E esteja atento ao seu interlocutor ou à sua platéia, evitando maneirismos e tiques entre palavras e frases: hããã… aaa… hummm… ou perguntar: entendeu? né? pois é? Restrinja a repetição de um mesmo termo seguidamente: Desse modo… Então… Dessa forma… Assim sendo… são ruídos típicos que podem causar irritabilidade ao longo de uma palestra, discurso ou de uma conversa.

Equipamentos auxiliares de comunicação

Num discurso ou pronunciamento em que haja um público maior é necessário um equipamento de sonorização adequado e que deve ser testado com muita antecedência, para evitar aqueles ruídos insuportáveis de teste, ou interrupção da palestra para adequar o sistema. O ideal é falar ao microfone mantendo-o 10 centrimetros distante da boca, abaixo do queixo. Os microfones de pedestais são flexíveis e normalmente regulados com ajuda da equipe de som do evento.

Os sistemas de lapela são fixados por um técnico e basta o cuidado de não baixar o rosto por qualquer motivo, porque a maior proximidade com o aparelho ultra-sensível aumenta consideravelmente o volume da voz. Com ele, comentários paralelos são impraticáveis. E tenha o cuidado de colocar-se à vista da platéia, estando um pouco mais alto.

Dominar o conteúdo de uma apresentação, preparar-se, ou seja, fazer um pequeno ensaio, preparar materiais auxiliares, são tarefas básicas que restringem qualquer improviso. É muito fácil se perder nas idéias, por isso, a estrutura de sua apresentação lhe darão e aumentarão sua segurança. Existem diversos recursos auxiliares que podem ilustrar sua apresentação: quadro magic white, flipchard, projetor de slides, vídeos etc., no entanto, nunca devem substituir seu discurso.

Falar em público

Falar em público é um processo angustiante, mesmo para profissionais acostumados à oratória. Percebe-se que, às vezes, o discurso simplesmente trava e os motivos são vários, desde uma indisposição física até a uma preparação inadequada. Nessas horas os sentimentos irracionais tomam conta e criam uma ciranda de emoções difícil de conter. A voz falha, as pernas tremem e o suor escorre.

Durante uma apresentação ou discurso, você tem uma única oportunidade de ser compreendido. Se você perder o “fio da meada”, talvez seja difícil de recuperá-lo. E ainda que consiga fazê-lo, talvez seu público já não consiga acompanhar o seu raciocínio. Por isso discursos de improviso devem se restringir a poucas e simples palavras e apenas durante um breve momento.

Uma estrutura simples e clara é a melhor maneira de transmitir sua mensagem. Aprender a falar em público é o segredo para escapar do vexame e do frio na barriga, e está no treino e na persistência. Os fracassos em discursos geram traumas difíceis de superar, e assim, melhor é evitá-los. Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida: de ficar calado…

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br/

 
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