Funcionários querem poder trabalhar a qualquer hora e em qualquer lugar, aponta pesquisa

 

No Brasil, mais de 50% dos funcionários tanto de empresas privadas quanto públicas acreditam que ter mobilidade na carga horária é um fator decisivo no mercado de trabalho.

Felicidade. Apesar de clichê, esse é um dos itens mais desejados pela grande maioria dos trabalhadores que responderam à pesquisa da Ericsson (NASDAQ: ERIC) “Flexibilidade na vida profissional”. Produzido pelo ConsumerLab, área que há 20 anos estuda o comportamento do usuário, o relatório mostra que os trabalhadores de hoje buscam felicidade e fazer o que gostam, enquanto crescem profissionalmente e cumprem suas obrigações.

Para esses trabalhadores, fatores ajudam a tornar isso uma realidade no ambiente empresarial: a capacidade de trabalhar remotamente e em horários mais flexíveis, possibilitando uma qualidade de vida melhor.

André Gualda, especialista da área ConsumerLab da Ericsson na América Latina, diz: “O estudo mostrou que os profissionais de hoje valorizam uma vida equilibrada, onde o trabalho se adequa aos seus horários, e não valorizam tanto o status social e crescimento rápido, como ocorria nos últimos anos”. Também segundo o relatório, os funcionários de escritórios em países em desenvolvimento, como Brasil, China e México, estão à frente dos que vivem em países desenvolvidos em quantidade de downloads de novos aplicativos.

De acordo com a pesquisa, no Brasil, quando o tema é flexibilidade de horário, mais de 50% dos funcionários tanto de empresas privadas quanto públicas acreditam que ter mobilidade na carga horária é um fator decisivo no mercado de trabalho. Os entrevistados brasileiros calculam que gastam 33% do seu tempo em seus celulares para assuntos profissionais. Além disso, 57% afirmam que utilizam o seu celular pessoal para trabalhar.

Mas, apesar do uso de dispositivos pessoais para assuntos profissionais, 28% dos brasileiros também disseram acessar redes sociais enquanto estão trabalhando e 15% fazem compras online, o que demonstra a interligação de atividades pessoais e profissionais tanto no ambiente de trabalho quanto no de lazer, a partir de uma sociedade ainda mais conectada. “Cada vez mais as pessoas conseguem fazer atividades profissionais em casa e atividades pessoais no trabalho. Esse mix de atividades e a liberdade de atuação contribuem para o aumento da satisfação dos trabalhadores onde a tecnologia é usada a favor, como uma ferramenta facilitadora”, diz Gualda.

O estudo avaliou as opiniões dos consumidores por uma perspectiva profissional e baseia-se na análise de mais de 47 mil entrevistas em 23 países – incluindo 11 mil entrevistas em seis países latino-americanos, como El Salvador, México, Brasil, Bolívia, Uruguai e Argentina. O objetivo era descobrir as atitudes das pessoas em relação às condições de trabalho flexíveis e como elas administram isso. Participaram dessa pesquisa tanto funcionários de escritório quanto operários, que trabalham em período integral e meio período.

Fonte: www.administradores.com.br

 
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