Tudo será diferente!

 

A questão agora é como nos adaptar e tirar proveito das transformações que já chegaram e continuarão a chegar

Texto: Vanessa Martin

Talvez o mais profundo resultado desta pandemia seja a transformação do ser humano. Ao sermos forçados ao recolhimento compulsório, ao distanciamento social e afastados das nossas atividades corriqueiras, inevitavelmente, somos forçados a nos voltarmos para dentro e a repensar tudo e cada coisa na nossa vida.

A solidariedade

Tem chegado até mim histórias incríveis de solidariedade, de sobrevivência, de busca por soluções para o agora, mas também para o depois que a quarentena acabar.

E a gente se emociona, se apropria e vivencia as histórias de sucesso em qualquer uma dessas ações. Sejam pelo que significam as imagens no último dia 17/04, do fechamento do pavilhão 7 do hospital temporário da Instituição de Feiras de Madrid (Ifema), que tratou pacientes com Covid-19, na Espanha. Ou o de apenas uma pessoa que fez com suas mãos máscaras, foi até a porta do hospital mais próximo da sua casa e entregou uma a uma para os profissionais de saúde que encontrou, agradecendo pelo trabalho realizado.

Como profissional, docente e professora de eventos que sou por tanto tempo, já vivenciei diferentes períodos no setor. Mas é claro que nenhum se iguala a este. Em todos os sentidos.

A união do setor

E o sentimento de solidariedade é também expresso na união que estou vivenciando em meus colegas. Todos sabem que o setor de eventos é extremamente pulverizado. São necessários mais de 50 setores econômicos diretos e indiretos para os eventos acontecerem. Isso explica a riqueza da renda e da quantidade de empregos que ele movimenta, mas também dificulta que consigamos uma única voz para mostrar esta dimensão.

Isso posto, nunca vi antes todas as associações de classe deste vasto setor se reunindo de forma tão assertiva e de forma harmônica, para discutir e encontrar soluções macro para ajudar na recuperação do mercado. Profissionais e experts doando seu conhecimento e experiência em prol do todo. ISSO é maravilhoso! É único!

Tenho o enorme prazer e a honra de ter sido convidada para participar de alguns destes movimentos e posso atestar que a qualidade do trabalho está incrível. Mas se esta abordagem macro está sendo feita tão bem, pense como pode ser feito na sua realidade. No seu estado. Na sua cidade. Na sua empresa. Na sua comunidade.

E agora?

Este é o momento do planejamento, de pesquisa, de olhar pra dentro e pra fora de você e do mercado e de estruturar os movimentos e ações. É certo que a persona dos clientes e suas necessidades estão diferentes, bem como será o relacionamento. Está claro que a cultura do digital estará mais forte e será usada para embasar e exponencializar a experiência do presencial.

O que você pode pensar ou articular de forma diferente do que já havia feito? Quais parcerias com outras empresas ou profissionais que você pode buscar ou criar? Que produtos ou serviços poderiam ser pensados e oferecidos? Como rever custos? Quais as alternativas e possibilidades de novas receitas? Como posso pensar e agir diferente? Que conhecimentos será preciso buscar para mim e para meus funcionários? Como posso desenvolver tudo isso?

Esperança de um futuro melhor

Sou otimista por natureza. Sairá melhor e mais forte aquele que aproveitar para se preparar mais e melhor, em conhecimentos, ferramentas e soluções criativas para a fase que virá. Como diz minha querida amiga Silvana Torres, CEO da Mark Up: “Com criatividade e tecnologia nas mãos, acredito que nosso mercado tem total capacidade e competência para adaptar as ações presenciais. Teremos que mudar o mindset das soluções prontas, já existentes para alternativas que sejam “fora da caixinha”. Tenho certeza de que não voltaremos iguais depois do COVID-19.”

Como você quer estar depois do COVID-19? Espero que bem melhor, mais forte e preparado que antes dele chegar!

Fonte: www.revistaeventos.com.br

 
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