Etiqueta social: educação e elegância no transito

 

Texto: Lucia de Belo

Dados publicados em 1960, na primeira edição da revista Quatro Rodas, dizia que no Brasil existiam menos de 500.000 veículos. Atualmente a frota de comerciais leves, automóveis, caminhões, ônibus, caminhões e motocicletas já somam mais de 50.000.000 unidades.

Esse enorme crescimento,  que se reflete na qualidade de vida das pessoas, também revela vários transtornos mentais decorrentes do ritmo de vida alucinado.  Os casos mais comuns envolvem transtornos de ansiedade e de comportamento, mas há também o transtorno explosivo intermitente, causado principalmente por situações de estresse no trânsito.

As vias sempre lotadas e eternamente paradas acabam causando mau humor, deixando as pessoas esquecidas dos benefícios das gargalhadas e também da boa educação no transito. Apesar de constar no Código de Trânsito Brasileiro os direitos e deveres de condutores e pedestres, cujo principal objetivo é humanizar o trânsito, o que vemos são motoristas apressados, intolerantes, impacientes e imprudentes.

Não há paciência. Usam a buzina como se fosse seu próprio grito ou usam o farol alto exigindo passagem. Mostram o desejo de correr e, além disso, não permitem que ninguém venha a ultrapassá-los, numa competitividade que apenas mata e não dá vitória a ninguém. Está em falta a boa educação, a gentileza e a responsabilidade diante do volante.

Muitos motoristas negligentes e imprevidentes por natureza, mesmo sabendo que o transito está complicado, não se empenham em sair de casa meia hora antes e não evitam as vias mais congestionadas. Sentindo-se pressionadas pelo tempo, as pessoas culpam todos no mundo por seus atrasos e demonstram mau humor, enquanto a solução está na própria pessoa que poderia evitar todo o desgaste.

Além disso falta jogo de cintura e  criatividade. Por acumular tanta pressão dentro de si, as pessoas acabam explodindo encima de quem não tem nenhuma culpa ou terminam provocando um acidente. Se zelassem por seu conforto já teriam providenciado ar condicionado, direção hidráulica e um bom som para seu carro, de forma a tornar o tempo de espera no trânsito menos angustiante.

Controlar a ansiedade e o nervosismo pode não ser fácil nessas situações, mas se tentassem respirar de forma mais lenta e profunda poderiam se controlar melhor. Há dias em que já acordamos indispostos e mal humorados. Uma dica para esses dias é chamar um táxi e ler o jornal durante o trajeto, sendo talvez a oportunidade de descobrir que desgastes desnecessários só prejudicam a saúde e diminuem o tempo de vida. Revidar fechadas, buzinar, xingar e fazer gestos obscenos não faz o transito fluir melhor, apenas mostram a falta de educação e despreparo para viver em sociedade…

 

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com/

 
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