Eventos 2019: expectativas e cenários

 

Texto de Vanessa Marin

2018 terminou! O que nos espera em 2019?

Otimismo, mercado em crescimento, retomada da economia, orçamentos corporativos maiores para eventos?

Sim, esta é a voz do mercado brasileiro ouvido para o estudo recente publicado pela Revista Eventos , que valida e está em sintonia com outras pesquisas realizadas agora no Brasil. Como a realizada pela Braztoa – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo, no qual 94% dos entrevistados crê que 2019 será um ano de evolução.

Pesquisa trimestral da ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil e FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas em dezembro/2018 apontou que 77,3% dos profisisonais esperam aumento nas vendas nos próximos 12 meses e 41,2% disseram que terão aumento na verba de marketing. Números divulgados pela Abracorp – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas também sobre o 3º trimestre/2018, igualmente apontam para crescimento: 17,5% nas vendas do aéreo nacional e 10,2% em volume de bilhetes emitidos.

Se é esperado crescimento econômico e maior volume de negócios, quais serão as principais diretrizes que nortearão esta evolução do mercado?

Cenários em 2019 para os eventos

Você está enganado se pensa que as inúmeras opções tecnológicas direcionadas aos eventos sejam o que há de mais importante no setor. Isso não é verdade. Elas são e serão apenas o meio utilizado para atender ao bem maior: o participante. Ele é e será o rei absoluto da mente e do coração das empresas e do profissional de eventos. Absolutamente tudo foi e é direcionado para que eles possam ser envolvidos cada vez mais no evento e todos os stakeholders.

Assim, um dos mais fortes aspectos de 2018 se fortalecerá em 2019: os participantes querem interagir, participar, serem escutados e terem voz ativa. Ou seja, querem experiências e envolvimento com todos os stakeholders (os demais participantes, o evento, os palestrantes, patrocinadores e expositores).

Todos os mais relevantes sites e formadores de opinião internacionais apontaram e nomearam inúmeras novidades e fatos importantes do setor durante o ano de 2018. Sem exceção, o foco de cada uma delas tinha como pano de fundo e objetivos cativar o participante e superar resultados corporativos positivos.

Da mesma maneira, a principal ênfase e o motivo de sucesso de todos os eventos direcionados aos profissionais de eventos mais renomados e desejados foi a de oferecer novos formatos, ideias e instrumental para conseguir estes dois objetivos.

Por isso, a criatividade, a inovação, as novidades tecnológicas e todas as demais ações desenvolvidas no e para o mercado de eventos no passado recente tiveram na sua essência superar as expectativas de consumidores e empresas clientes.

Esta realidade pungente transformou e impactou todos os aspectos do mercado de eventos até agora. E as transformações vão continuar em 2019, embaladas pela previsão de crescimento econômico no país e de orçamentos maiores de eventos pelas empresas:

Formato, duração e tipologias – Palestras mais curtas, focadas e envolvendo hands-on experience, ou experiências com “mão na massa”. Workshop e oficinas são os que despertam maior interesse. A duração do evento e, consequentemente, das ações que devem ser trabalhadas transcendem muito o reduzido prazo de sua realização. Ele expandiu e inclui as suas edições anterior e posterior, às vezes de mais de uma edição.

Locais – se destacarão aqueles que oferecem ambientes multiuso e com as maiores facilidades para a interação dos participantes, seja em mobiliário confortável e diferenciado, facilidade de conexão e sociabilização.

Customização – compreender o que o perfil do participante deseja, segmentando-os ou agrupando-os em grupos afins e personalizando partes do evento (como programação flexível) para que sintam que suas necessidades e expectativas específicas estão sendo atendidas. O que já foi considerado impossível, já é realidade e se fortalecerá em 2019. A chave do sucesso está nos demais itens: big data ou dados em grande volume, colhidos e analisados em tempo real.

Crowdshaping – é a coleta de dados em grande escala, em tempo real, para medir comportamento do evento, utilizando todas as ferramentas e tecnologias disponíveis (aplicativos, mídias sociais, wereables, beacons, etc). Seu crescimento é certo. Os melhores resultados serão obtidos para aqueles que definirem melhor qual data obter, quando usar, quais instrumentos de coleta adotar e onde estes dados serão guardados.

Métricas – A definição e utilização de métricas e indicadores (comparativo entre as métricas) de avaliação vem ganhando importância crescente nas prioridades dos organizadores e clientes, bem como a cada vez mais sofisticada análise comportamental dos stakeholders. A customização promove interatividade, que por sua vez traz o engajamento. Para conseguir o engajamento desejado, é imperativo ter as informações corretas (aquela que permitirá ao evento satisfazer as necessidades e desejos dos participantes), atualizadas em tempo real.

Conteúdo – O conteúdo apresentado deve ser interativo, misturando conhecimento, depoimentos, troca de experiências e estímulo à cocriação. Customizado e orientado para que possa o evento ofereça grande valor e possa ter mais significado para os participantes. As plenárias, ou sessões onde todos os participantes são esperados continuarão a existir, mas ganharão importância crescente os temas mais específicos e, consequentemente, direcionados para grupos menores.

Interação e integração mais profunda – estruturação de atividades e locais adequados para que as pessoas possam aprofundar seus contatos e aprendizado em nichos ou em pequenos grupos.

Sustentabilidade – todos os aspectos se destacam. Dentro do tripé da responsabilidade social, inclui o respeito a diversidade cultural, raça e credo e do respeito às restrições alimentares, de locomoção, etc. O consumidor valoriza o relacionamento com empresas que tenham propósito. Os eventos precisam falar esta mesma linguagem.

Segurança em todas as áreas – relevância crescente para todos os tamanhos de eventos e abordando todos os aspectos, inclusive a cibernética (proteção dos dados e das transações online). A melhoria da tecnologia de reconhecimento facial vem promovendo crescimento na sua utilização no exterior, em especial no credenciamento, mas também no reconhecimento das emoções e do comportamento da audiência nos eventos.

GDPR e LGPD – A partir de 25/05/18, entrou em vigor o GDPR – General Data Protection Regulation ou Regulamento Geral de Proteção de Dados, novo regulamento da União Européia sobre a captação e privacidade dos dados pessoais dos consumidores, independente de onde estão localizados. Já está claro que as adaptações transcendem os aspectos jurídicos, mas também os técnicos como a remodelação do armazenamento das informações. No Brasil, a LGPD, sigla para Lei Geral de Proteção de Dados do Brasil, entra em vigor em fevereiro/2020 e tem como foco garantir a privacidade dos dados pessoais através de regras claras dos processos de coleta, armazenamento e compartilhamento dessas informações. Ambos continuarão a ser fortes reguladores das ações corporativas, incluindo os eventos.

Este cenário certamente demandará profissionais ainda mais qualificados para atender às necessidades dos clientes. Você está preparado para se destacar?

Fonte: www.revistaeventos.com.br

 
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