Etiqueta do Comportamento

 

 

 

 

 

 

 

“A virtude de uma pessoa
mede-se não por suas ações excepcionais,
mas pelos seus hábitos cotidianos”
Blaise Pascal

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que incentivam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam e, quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no dia a dia. É fácil percebê-la em pessoas discretas e pontuais.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas e nas pessoas que evitam assuntos constrangedores, porque não sentem prazer em humilhar os outros.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece. É quem presenteia fora das datas festivas, cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não procura saber antes quem está falando e só depois decide se atende.

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais e não vasculhar a intimidade dos outros. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade, agradecer os convites, retribuir uma carta ou uma mensagem recebida por email. É incrivelmente elegante agradecer por um presente e não criticar mesmo que não seja do seu gosto.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma sem arrogância. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social. É só pedir licencinha para o lado brucutu, que acha que “com amigo não tem estas frescuras”. Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso e um detalhe: não é frescura. Não há caminho novo, o que há de novo é o jeito de caminhar…

Fonte: www.gestaodenegocioseeventos.blogspot.com

 

 
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