Aplicativos ajudam a reduzir custos de hospedagem em viagens

 

 

 

 

 

 

No Booking, site específico para reserva em hotéis, é possível comprar um pacote por R$ 650, enquanto na agência o mesmo custa R$ 1.032,48.

Por Graciela Alvarez

Com um mundo inteiro disponível na palma das mãos, programar uma viagem está cada vez mais fácil. Utilizando algumas ferramentas de pesquisa, o CORREIO viu que é possível economizar quase 60% na mesma reserva de um hotel em Buenos Aires, por exemplo.

Um pacote para casal com quatro diárias no Hotel Vista Sol, entre 3 e 7 de setembro custa R$ 1.032,48 na CVC. Já no Booking, site específico para reserva em hotéis, é possível comprar o mesmo pacote por R$ 650. Esse valor é mais barato inclusive do que o praticado pelo próprio hotel, que é de R$ 791,95.

No Brasil, um dos destinos mais procurados para curtir o friozinho desta época do ano é Campos do Jordão (SP). Com uso da internet é possível economizar 15% na reserva do hotel Nacional Inn Campos do Jordão. No site Venere, as quatro diárias para casal custam R$ 1.072, na CVC saem por R$ 1.228. Já quem preferir reserva diretamente do hotel terá de desembolsar R$ 1.312.

Apaixonado declarado por conhecer novas histórias, povos e costumes, o contador baiano Iraildo Moura,  39 anos, faz, em média, cinco viagens por ano. No Brasil, o único destino que não conhece ainda é Fernando de Noronha (PE), mas falta pouco. Ele vai conhecer o arquipélago, um dos mais bonitos do mundo, no feriadão de Semana Santa, em abril de 2015.

“Já volto de uma viagem pensando qual será o próximo destino. Normalmente, programo tudo com pelo menos um ano de antecedência”, diz. Para o contador, planejamento é a primeira dica, talvez a mais importante, para quem quer viajar pagando menos. Ele conta que se engana quem pensa que pagar pouco é sinônimo de destino pouco badalado, hotel “meia-boca” e período apenas de baixa estação.

“Hoje, com tantas ferramentas de pesquisa na internet, só paga caro quem quer”, afirma. “Na Colômbia, por exemplo, já fiquei no Pestana de Bogotá pagando apenas R$ 70 na diária. Em Noronha, que é um destino caro, vou pagar R$ 100 por três noites em um hotel bom”.

Apesar da maioria das escolhas ser feita em agências, Moura revela que não reserva um hotel sem antes comparar os preços nos tradicionais sites de buscas e reservas, como Booking, Decolar e Hoteis.com. “Depois, ligo para meu agente e digo: ‘Encontrei tarifas de X, Y e Z para o hotel tal. Veja aí quanto você pode fazer. Só fecho se ficar mais barato’ e depois de olhar a nota no Trip Advisor”.

A prática, realizada por Moura, é também utilizada pela administradora Marina Borges. “Passo horas pesquisando preços nesses sites, além de ler os comentários deixados pelos turistas sobre o hotel”.

Apesar das inúmeras vantagens destas ferramentas, que além de servirem como instrumento de comparação de preço permitem a reserva com pagamento facilitado (incluindo cancelamento grátis), Marina faz uma advertência: “Mesmo optando, na maioria dos casos, por reservar o hotel nesses sites, não descarto a pesquisa feita diretamente no hotel. É difícil, mas já encontrei preço mais em conta com o próprio estabelecimento”.

Com viagem marcada para Monte Verde (MG) no mês que vem, ela conta que economizou R$ 115 na reserva feita pelo site Decolar para três diárias. “Além disso, parcelei o pagamento em dez vezes sem juros. Coisa que os hotéis não oferecem”.

O gerente de Marketing do portal ViajaNet (cujo foco é venda de passagens aéreas), Gustavo Mariotto, explica que esses preços mais baixos são fruto de uma negociação exclusiva entre o hotel e a agência (portal). “O site garante X% de lotação do estabelecimento, em contrapartida, consegue preços mais atrativos”.

Ele lembra que já chegou a reservar um hotel pelo Booking, parceiro do ViajaNet na parte de hotelaria do site, na recepção do estabelecimento, já que a tarifa balcão era superior. “Abri o celular e fiz a reserva ali mesmo na recepção para entrar na mesma hora”, acrescenta.

Referência


Com muito tempo de experiência no segmento, incluindo no currículo uma passagem como ex-proprietário de uma agência de viagens, Jorge Costa dá outra orientação: fugir da alta estação.  Mas, essa dica varia de acordo com o destino. Quem quer ir para a Disney, por exemplo, deve evitar os meses de janeiro, fevereiro, junho e julho, por causa das férias escolares.

Quem está de olho na Europa, deve evitar os períodos de junho a setembro e de dezembro a fevereiro. “Quem escolher destinos nacionais, além de priorizar a baixa estação, deve evitar feriados e períodos de festa na região”, diz ele.

A comerciante Edna Argolo, 41,  tem uma dica para quem não quer desembolsar muito com viagens. Escolher o destino pela oportunidade. Com viagem marcada para setembro, ela comprou um cruzeiro de sete noites na Europa por R$ 1,7 mil o casal, com direito a cinco refeições e bebidas.

Hoje, o mesmo pacote custa R$ 6,8 mil- quatro vezes mais caro. Ela conta que descobriu a promoção na internet em março. “Como achei o preço muito baixo, resolvi comprar em uma agência aqui em Salvador. Nem o vendedor acreditou quando viu. Meu marido fica dizendo que vamos viajar no porão”, brinca ela, que conhecerá a França, Espanha, Itália e Tunísia.

Fonte: www.correio24horas.com.br e www.ibahia.com

 
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