Desafios do mercado de eventos, segundo especialistas

 

O mercado de eventos está cada vez mais repleto de detalhes e particularidades. Os profissionais da área precisam estar sempre atentos aos padrões da indústria, demandas e até mesmo regulações governamentais.

Com o intuito de desmistificar o setor e tentar encontrar soluções, o site Skift conversou com alguns especialistas da área para saber quais os principais desafios.

1. Clientes que não sabem o que e como querem

Para o presidente da Fifth Element Group, Aaron Kaufman, o maior problema atualmente está sendo encontrar clientes que saibam a diferença entre um planejador de eventos profissional e um aventureiro. “Falta regulamentação na nossa indústria, por isso é fácil para uma empresa dizer que faz o serviço completo e, na verdade, não”, diz.

Segundo o executivo, é muito comum encontrar pessoas que não estão qualificadas para o trabalho e que acabam prejudicando o mercado. “O comprador contrata alguém que diz que faz tudo e por um preço menor. Acaba se tornando um círculo vicioso”. Uma boa solução seria a indústria conseguir educar os clientes a procurarem por profissionais de verdade.

2. É um mercado de vendas

Uma das dificuldades para a palestrante do setor, Shawna Suckow, é o processo de negociação de contrato. “Em muitos casos, o organizador de eventos sente que não tem controle e que os vendedores estão tirando vantagem”, afirma.

Não há muito o que os planejadores possam fazer, mas ter um bom relacionamento com esses fornecedores ajuda a ter diálogo, indica a especialista.

3. Fazer eventos para diferentes gerações

“O maior desafio é manter-se relevante ao planejar para um público de diferentes gerações”, diz a head da Saal Meeting Consulting, Dana Saal. Dana explica que, ao organizar um encontro de uma associação, por exemplo, é necessário honrar os participantes mais velhos que estão acostumados com o modelo do evento, mas também convencer os mais novos que a reunião oferece algum valor.

“O público mais antigo gosta de encontrar seus colegas de longa data durante os encontros anuais, aproveitar um pequeno descanso e levar novas ideias para casa. Os millennials querem se conectar com novas pessoas que tragam discussões e pensamentos valiosos.”

Para alcançar o objetivo, a profissional desenha formas de ambas as necessidades serem realizadas em um único evento. Um exemplo é apresentar um tópico em duas maneiras: tradicionalmente ou em formato de workshop. Assim, os mesmos objetivos de aprendizagem são entregues, mas de jeitos diferentes.

4. As pessoas não entendem o que o profissional de eventos faz

“Enquanto o planejador não evoluir para estrategista de eventos, os problemas continuarão. Nossa profissão é mal interpretada. Muitos acham que organizamos festas e que é um emprego de glamour.
Familiares e amigos têm uma vaga ideia do que fazemos, mas não têm ideia da profundidade das responsabilidades, expertise ou sobre a pressão em que trabalhamos”, afirma a fundadora da Strategic Meetings & Events, Christy Lamagna.

Christy acredita que o desafio é a indústria não ter uma visão compartilhada sobre a profissão e o fato de não existir um padrão mínimo obrigatório para qualificar um profissional. Para haver melhoras, será necessário sair da zona de conforto, ter vontade de fazer o trabalho necessário e tomar decisões.

Fonte: www.abeoc.org.br

 
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Como valorizar o relacionamento pós evento?

 

Um bom organizador de eventos sabe que eles não terminam quando o auditório é esvaziado. Pelo contrário, é nesse momento que os participantes saem cheios de ideias e estão emocionalmente conectados com o que viram, hora exata para prospectar novos negócios.

Veja como tornar esse relacionamento pós-evento mais efetivo com as nove dicas a seguir.

1- Tenha uma base de dados dos participantes
Esse é o primeiro passo para manter a comunicação com os participantes, e pode ser feito antes do evento, por meio de uma pré-inscrição, ou durante o mesmo, solicitando o preenchimento de um formulário para participação de um sorteio, por exemplo. Outra dica é oferecer o envio de algum material adicional após o evento, estimulando as pessoas a deixarem o e-mail.

2- Conheça o perfil da audiência
Com base nos dados preliminares que você já tem, é possível saber quem é o seu público, mas você pode ir além, buscando perfis em redes sociais como o Linkedin, por exemplo, e descobrindo a profissão de cada participante, onde trabalha, as competências, habilidades e projetos em que está envolvido, informações que complementarão a base de dados do público em questão.

3- Envie uma pesquisa de opinião
Para saber o que os participantes acharam do evento, envie a eles uma pesquisa de opinião, com perguntas sucintas e diretas, procurando saber qual foi a percepção sobre os acontecimentos. Aproveite para solicitar alguns dados adicionais, como nome da empresa e profissão do participante, com o argumento de enviar notificações sobre novos eventos que sejam do interesse do respondente.

4- Prolongue o impacto do evento
Como já dito ali em cima, os efeitos do evento não precisam – e nem podem – acabar no dia em que ele termina. É possível prolongar a experiência da sua marca enviando um agradecimento pelo comparecimento de cada participante ou, ainda, fotos e a gravação do evento, para que os convidados possam se ver sob uma nova perspectiva.

5- Monte um fluxo de nutrição
Enquanto não há outro meio de comunicação com o participante que não seja o e-mail, aproveite para enviar conteúdo direcionado que seja relevante e útil. Isso fará com que você mantenha proximidade com eles ao mesmo tempo que gera valor. Aproveite os dados coletados na pesquisa de satisfação e no cadastro dos participantes do evento para estabelecer uma segmentação e construir seu fluxo de nutrição, com base em necessidades e interesses em comum. Lembre-se de categorizar os conteúdos de acordo com a etapa do funil de vendas em que cada grupo se encontra e compartilhe seu conhecimento.

6- Instigue o envolvimento
Para que o relacionamento pós-evento seja mantido, faça com que os participantes permaneçam conectados com sua empresa, principalmente por meio das redes sociais, onde é possível criar concursos e sorteios que levem as pessoas às suas páginas, bem como por meio do compartilhamento de uma hashtag do evento, uma foto de um momento marcante ou uma frase de impacto. Isso não apenas fará com que as pessoas tomem consciência da sua presença on-line, como também passem a seguir suas páginas e a interagir com suas publicações, mantendo-se engajadas, mesmo que bastante tempo tenha se passado. O contato diário é uma das melhores formas de manter seus valores vivos na mente dos participantes do evento, lembrando sempre que sua empresa está ali para ajudar.

7- Desenvolva uma oferta de valor
Enquanto você faz a nutrição de leads com conteúdos que sejam direcionados a cada perfil de audiência aproveite para desenvolver ofertas de valor personalizadas, que estejam de acordo com as necessidades demonstradas por cada grupo. Por exemplo, imagine que sua companhia oferece serviços de consultoria empresarial e que acaba de realizar um evento para gestores de empresas com o tema “transformação digital e os novos desafios do empresariado brasileiro”. Seu fluxo de nutrição está dando continuidade a esse debate e um grupo de leads demonstra interesse em medidas para superar a crise financeira. A partir disso, você pode construir uma consultoria específica sobre gestão de crises financeiras e oferecer esse serviço pontual que, futuramente, dará abertura para outros serviços, como atração e retenção de talentos, eficiência na gestão fiscal e tributária, entre outros.

8- Crie condições especiais de acesso às suas soluções
Considerando que toda pessoa gosta de se sentir única e de fazer parte de um grupo exclusivo de pessoas, use este fator para fomentar o relacionamento pós-evento, oferecendo condições especiais de acesso à sua oferta de valor .Isso pode envolver preços promocionais, formas alternativas de pagamento, prazos estendidos, atendimento premium por um tempo determinado e acesso gratuito a ferramentas, possibilitando que você gere valor aos que estiveram presentes no evento. Não esqueça também de criar a urgência, que é um fator essencial para fazer com que as pessoas se envolvam mais rapidamente com sua empresa. Dê prazos para o acesso a essas vantagens e veja seu número de leads e clientes crescer rapidamente.

9- Valorize cada conversão
Dê atenção em dobro a cada lead captado no evento que se mostre um cliente em potencial, afinal, essa pessoa confiou na sua empresa, manteve o contato e hoje está retribuindo seu cuidado com uma compra. Com o primeiro objetivo atingido, não deixe o relacionamento se perder nem enfraquecer. Mantenha-se ativo, continue gerando valor para esse cliente e retribua a confiança com soluções cada dia mais alinhadas com as expectativas e necessidades dele. O grande segredo de um relacionamento pós-evento efetivo é cuidar de todos os detalhes e pontos de contato como se fossem sua única oportunidade de surpreender seus leads.

Fonte: www.abeoc.org.br

 

 
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Orientações para melhorar o seu network

 

O papel de um profissional é ser agregador, tanto de conteúdo, quanto de pessoas

Texto: Diogo Sales, diretor de negócios da Gowork (www.gowork.com.br) e especialista em empreendedorismo

O crescimento de uma empresa depende de inúmeros fatores, dentre esses é imprescindível o network. Para tanto, alguns passos se mostram diferenciados hoje em dia, sendo muito importante buscar não só possíveis clientes, mas também parceiros que atuem em áreas próximas ou complementares.

Hoje, como administrador de um espaço de coworking, vejo a real importância dessa ação, pois, quem aprende a utilizar o espaço para possibilitar uma troca com os parceiros, invariavelmente, conseguem um crescimento mais rápido, principalmente em função da realização de indicações seguras.

Pensando nisso, elaborei algumas dicas para aprimorar o relacionamento e gerar mais negócios:

Busque aparecer adequadamente – quem não é visto, não é lembrado, assim, mesmo que seja uma pessoa introspectiva, busque locais onde haja bastante pessoas que possam gerar negócios e passe a lutar contra a timidez e divulgar suas ideias;

Não crie inimigos – muitos profissionais possuem uma postura negativista, criticando qualquer serviço que não seja o dele, isso não pega bem, sem contar que se o comentário chegar a pessoa alvo, poderá causar indisposição e inimizades. Você só tem a perder;

Busque agregar – é papel de um profissional ser agregador, tanto de conteúdo, quanto de pessoas. Assim, busque constante atualização sobre temas pertinentes e busque criar uma corrente de profissionais de áreas análogas para indicação, o que fará com que seja respeitado pelo grupo;

Cada um no seu quadrado – evite oferecer serviços para áreas que não são a sua especialidade, pois, cada um tem um ramo de atuação, que deve ser respeitado, o que gera muito mais respeito e troca de indicações;

Seja precavido – Esteja sempre munido de cartão de visita e/ou apresentações de sua empresa, pois nunca se sabe quando surgirá uma possibilidade de negócios ou uma pessoa que poderá se interessar pelos seus serviços no futuro;

Não exagere – Existe uma linha muito tênue entre ser uma pessoa de network e ser o chato, assim, se policie, veja se não está sendo muito invasivo. Lembrando que muitas vezes o simpático, pode estar forçando a amizade. Sempre respeite o limite do próximo!

Fonte: www.administradores.com.br

 
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A arte de receber bem seus convidados

 

Diz o ditado: “quem convida, paga a conta”. Essa é uma afirmação que esconde uma série de conceitos que deve ser observado por quem quiser desenvolver a arte de receber bem. Não basta gastar em excessivas iguarias, bebidas finas e elegante decoração; receber bem é transmitir satisfação em receber os convidados proporcionando-lhes atenção, conforto, descontração e prazer. Para isso, é fundamental aliar simplicidade, bom senso e elegância sem exageros.

Receber os convidados com elegância requer uma música de fundo, com som baixo para não atrapalhar a conversação. E a menos que o convite seja para ver um jogo de futebol ou qualquer outra atração, não deixe a televisão ligada. Mais importante ainda é o bom humor mesmo diante de imprevistos ou quando se sente cansaço ou indisposição. Principalmente, tenha atenção aos assuntos que se desenrolam diante das visitas. Evite conversas comprometedoras, assuntos íntimos, sobre doenças ou polêmicos e comentários maldosos sobre a vida alheia. Se surgir esses assuntos, saiba desconversar com elegância e crie outro assunto.

Também deve ser dada atenção ao espaço suficiente para o número de convidados e nem precisa dizer que o local pode ser simples mas deve sempre estar limpo. Além disso, é necessário cadeiras ou assentos em número suficiente para seus convidados exceto quando está organizando uma balada para um animado grupo de jovens. Mesmo assim há que se ter alguns assentos disponíveis. A ambientação é importante, pois flores muito perfumadas ou ambiente excessivamente quente ou frio retira todo o conforto que se quer transmitir. Por isso, mais importante que o requinte é uma ambientação agradável. Capriche na decoração mas não faça nada além de suas posses.

O menu da refeição deve levar em consideração principalmente o gosto dos convidados, como também o motivo do evento. A época também influencia na escolha do menu: pratos e sobremesas mais leves para o verão e mais substanciais no inverno. Quando se sabe que algum convidado está em dieta, é delicado incluir algo opcional para eles. Outro detalhe são as iguarias que nunca devem ser de difícil manuseio, com ossos, espinhos ou alimentos duros, que também é uma falta de cortesia com o convidado.

Apesar de dispensar formalidades, um churrasco não dispensa a etiqueta social e a boa hospitalidade. Um aspecto constrangedor é servir a carne aos convidados apresentando-lhes o espeto para que peguem a carne assada com as mãos. Além de correr o risco de provocar queimaduras nas mãos dos convidados, remete a um antigo costume dos trogloditas.

Um costume que provém dos americanos é utilizar copos, pratos e talheres descartáveis. Isso pode ser cômodo para um animado grupo de jovens, mas atualmente é tão barato alugar pratos de louça, copos de vidro, talheres, mesas e cadeiras, forros de mesa e outros produtos destinados a eventos; não pesa tanto no orçamento e é a forma correta de servir.

Outro detalhe é a preparação. O acendimento da churrasqueira deve preceder o horário marcado em pelo menos 1 hora, pois o carvão tem uma lenta combustão. Além disso, o churrasco é uma iguaria que se faz lentamente e por isso os primeiros assados a serem servidos devem ser preparados com um pouco de antecedência à chegada dos convidados, que com certeza se sentirão mais animados ao serem recepcionados com o aroma da carne assando.

Se estiver organizando um almoço ou jantar, faça um planejamento prévio da quantidade de comida de acordo com o número de convidados. Também seja previdente e calcule o tempo necessário de preparação. Nada é mais desagradável do que ser convidado para uma refeição e permanecer horas a fio esperando terminar o cozimento. Igualmente é desagradável  ser servido com comida fria ou requentada feita na véspera. Quem não tem experiência, deve contratar ou consultar um cozinheiro experiente.

Se a mesa de jantar é pequena, não queira espremer todos os convidados à mesa. Opte por um almoço ou jantar franco-americana, ou seja, no estilo Self Service onde cada um se serve. Nesse estilo, nunca permita que alguns convidados estejam sentados à mesa e outros fora dela. Isso transmite a ideia de que todos estão sendo recepcionados com a mesma consideração. Nesse caso, providencie aparadores para copos pois os convidados precisam das mãos livres para comer e não convém que apoiem o copo entre as pernas ou deixem no chão ao alcance de um pé mais distraído.

A quantidade de bebidas depende do tipo e do tempo de duração de um evento. Disponibilize as bebidas logo à chegada dos convidados; não é preciso aguardar a chegada de todos para começar a servir a bebida. Se há um horário marcado para um almoço ou jantar, sirva no horário combinado. Aliás, esse é um foco principal do bom anfitrião: quem chega no horário marcado demonstra consideração pelo convite recebido e o inverso também é verdadeiro. Por isso, não justifica submeter os convidados pontuais aos retardatários.

 

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 
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Erros ao contratar um buffet para sua festa

 

Aniversários, casamentos, batizados… Nossa história está sempre marcada por acontecimentos como esses, importantes momentos que precisam ser celebrados. Sabendo disso, o mercado de festas se especializa e cresce a cada dia. Devido a falta de tempo disponível na rotina das pessoas, se torna mais comum contratar um serviço de buffet para organizar os eventos, por causa de toda a praticidade e qualidade. Apesar da contratação de um serviço de festas exigir seu envolvimento para as escolhas, você fica em uma posição mais tranquila com a garantia de que o que foi planejado vai ser atendido.

Mas o que era para ser uma forma prática e segura de dar uma boa festa pode trazer muita dor de cabeça se não forem tomados os devidos cuidados. Separamos alguns erros comuns na hora de contratar um buffet que podem resultar em surpresas desagradáveis no dia da comemoração. Organize-se e fuja dos problemas!

Não dar devida atenção ao cardápio

Para evitar as decepções em relação ao cardápio, faça uma degustação prévia mas não se guie apenas pelo que você gostou. Mesmo que o buffet tenha sido muito bem indicado, paladar é uma coisa pessoal. O que é maravilhoso para alguns pode não ser tão bom pra você.

Pense no que vai agradar os seus convidados, lembre-se o que tinha em festas dadas pelos outros e pesquise por comes e bebes gostosos que são apreciados por todos. Se quiser apostar em comidas exóticas, escolha poucos tipos e menor quantidade e priorize o que irá satisfazer seus amigos e familiares.

Desconhecer o modo de trabalho do serviço e acabar se frustrando

Converse com a organização para saber como tudo será no dia da festa. Isso inclui a sequência dos aperitivos, o horário do jantar, do bolo, o número de garçons que vão trabalhar e qual será a função de cada um. Você pode precisar de alguém no inicio da festa para guiar as pessoas até suas mesas e recolher presentes, mas se isso não for previamente combinado você será deixado na mão ou então acabará tirando alguém de outra função (que ficará desfalcada).

Não saber o que o buffet disponibiliza para o uso

Você pode até ter imaginado o salão de festas lindo, impecável, mas ao chegar lá descobriu, por exemplo, que a decoração não incluía flores. E você não pediu porque achou que não precisava, que elas seriam parte do serviço oferecido pelo buffet.

O mesmo pode acontecer com as luzes da pista de dança, capas de cadeira, louças. Certifique-se com antecedência quais materiais o buffet oferece. Caso o salão não seja próprio da empresa organizadora a atenção deve ser redobrada pois tudo precisará ser levado para lá e algo pode ser esquecido ou danificado.

Se o buffet não oferece muitos itens importantes para a sua comemoração, prefira contratar outro ao invés de alugar materiais de outras empresas. Além de gerar mais gastos, isso faz com que você tenha diferentes responsabilidades e coisas para se preocupar.

Não planejar a chegada de convidados que não confirmaram presença

Todo bom buffet trabalha com uma margem de segurança para que não falte nada caso apareçam algumas pessoas a mais do que o esperado pela lista de convidados. Mas é bom se certificar desse número, que geralmente é baseado em uma porcentagem em relação ao número total de pessoas da festa. Em uma festa grande é mais fácil incluir algumas pessoas do que em uma comemoração para um número reduzido de convidados.

Para evitar que pessoas fiquem em pé ou que falte comida e bebida, peça a confirmação da presença e consulte o buffet para saber até quantos dias antes da festa você pode alterar o número de convidados.

Pagar caro pelos convidados excedentes

Os buffets trabalham com um preço por convidado e quanto maior a quantidade de pessoas, mais em conta fica a sua despesa. Tenha em mente o número de pessoas que estarão presentes, pois pode valer mais a pena você fechar uma festa maior e sobrarem alguns lugares do que pagar por um número pequeno de convidados mais a taxa extra por excedentes. Lembre-se que muitos buffets fazem parcelamentos apenas até a data da festa e depois disso você terá que pagar tudo de uma vez.

Com esses cuidados no planejamento, o dia da sua festa poderá ser tranquilo e você irá desfrutar de uma comemoração incrível sem grandes preocupações. Exatamente como uma festa organizada com um buffet deve ser! A dica é sempre fazer uso dos convites onlines, que são práticos, eficientes e ainda proporcionam a confirmação facilitada da presença. Sabendo quem vai e a quantidade de gente, o planejamento se torna mais simples e certeiro.

Fonte: http://blog.invitebox.com.br

 
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O mercado de eventos e quatro itens que são indispensáveis em sua realização

 

O Brasil já se estabeleceu como sede de grandes eventos, sejam eles nacionais ou internacionais. Depois da realização de dois grandes eventos esportivos no Brasil, Copa do Mundo e Olimpíadas, a era dos megaeventos vai demorar a voltar por aqui. Por outro lado, o atual momento da economia está fazendo crescer a demanda de eventos menores, ao invés de grandes produções.

Para Armando Zogbi, diretor presidente do Instituto Tecnológico de Eventos (Intev), seja qual for o porto do evento, as empresas organizadoras precisam oferecer serviços inovadores, que transmitam confiança e segurança. Ele destaca quatro itens indispensáveis na hora de realizar de um evento, vejam quais são:

1 – Inovação: nos últimos 12 meses, podemos perceber o crescente uso de novas tecnologias para planejar e maximizar a experiência dos participantes em diversos tipos de eventos. A atualização de recursos tecnológicos deverá, cada vez mais, ser utilizada para criar experiências surpreendentes e únicas aos participantes, com uma boa dose de emoção. Explorar o conceito de live marketing ou marketing de experiência com tecnologia, além de criar impacto positivo, gera valor para marcas e consumidores.

2 – Qualidade: na área de eventos, as pequenas e médias empresas correspondem a 90% do mercado. A maioria dessas empresas é administrada por seus proprietários e, como prestadoras de serviços, seu grande capital é humano. Assim, a qualidade está ligada aos seus equipamentos e produtos, mas principalmente aos serviços prestados. Neste contexto, é desejável que o empreendedor tenha iniciativa para identificar oportunidades. Além de posicionamento focado na ética e transparência, transmitindo essas qualidades para os demais colaboradores e confiança aos clientes.

3 – Segurança: eventos precisam ser bem estruturados. Para isso, além de um ótimo planejamento, alguns cuidados e medidas de segurança obrigatórios pela legislação são fundamentais. É importante chamar a atenção para um item que vem sendo cada vez mais exigido e utilizado por eventos bem planejados: o Seguro para Eventos, que conta com o Projeto de Lei Complementar (PLP) 1/2015 em tramitação na Câmara dos Deputados. A lei institui seguro obrigatório de responsabilidade civil das empresas, dos proprietários e dos promotores ou organizadores de eventos. Atualmente, dispomos de seguros completos, personalizados e de fácil contratação para diversos tipos de eventos, com várias coberturas que vão do início ao fim do evento, tanto para o segurado como para terceiros, com custos bem acessíveis.

4 – Sustentabilidade: o mercado de eventos vem se ajustando cada vez mais ao tema da sustentabilidade. Uma boa atuação neste sentido agrega valor para a empresa e a posiciona em um patamar admirável, tanto pelo mercado como pelos potenciais patrocinadores. As ações devem estar alinhadas com as modalidades de sustentabilidade Ambiental, Social e Econômica. Na sustentabilidade ambiental, o intuito é a redução dos impactos ao meioambiente, utilizando estratégias tais como neutralização de carbono, coleta seletiva, reciclagem, divulgação por meios digital, materiais ecológicos, utilização de energias limpas entre outras ações. Já a sustentabilidade social pode ser trabalhada com um conjunto de ações que visem a inclusão, como acesso aos eventos para participantes de baixa renda e oportunidades aos prestadores de serviços e mão de obra especializada. Temos ainda a sustentabilidade econômica, que visa um desenvolvimento estável. E em tempos de escassez de recursos econômicos, torna-se necessária para a sobrevivência de uma empresa.

Fonte: http://www.abeoc.org.br

 

 
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O segredo para ser interessante

 

Nos encontros com as pessoas, principalmente quando não as conhecemos, ficamos preocupados com o que vamos dizer e como seremos julgados. Nas festas queremos parecer pessoas divertidas e falantes, desejamos cativar as pessoas e às vezes sentimo-nos até tentados a ensaiar nossas palavras e posturas. Acontece que para cativar é preciso mais do que isso, é preciso mostrar-se como uma pessoa interessante. E qual o segredo para ser interessante?

Como ser interessante: De modo geral as pessoas consideradas interessantes não são aquelas que falam muito de si mesmas, mas aquelas que se interessam em conhecer os outros, que buscam saber de sua vida, o que fazem, o que pensam, o que gostam ou desgostam etc.

Pessoas que falam excessivamente de si mesmas muitas vezes são consideradas maçantes, mas quem quer ser interessante deve falar um pouco de si e fazer perguntas estimulando a outra pessoa a falar de si mesma, desde que esteja com disposição para ouvir.

Atenção com os outros:
Nos contatos com os outros estamos lidando não só com a pessoa, mas também com suas emoções e sentimentos. Nada deixa uma pessoa mais lisonjeada e com vontade de conversar conosco do que perceber que temos interesse por suas ideias, pensamentos e sentimentos.

Quando mantemos o foco em descobrir mais sobre os outros, temos muito mais chance de cativá-los e nos tornarmos inesquecíveis. Além disso, poupa a preocupação de ensaiar o que vamos dizer sobre nós. Esse é também o segredo para melhorarmos as nossas relações pessoais. Quando passamos a ter atenção com as pessoas que convivemos, ouvindo atentamente o que elas sentem, criamos um canal de comunicação que aumenta a confiança nas relações.

Sempre é preciso atenção para não apenas a escutar em silêncio ou engatar outro assunto, mas aproveitar os momentos de pausa para perguntar como a pessoa se sente em relação aos fatos que estão nos contando, sem censurar as respostas. Isso rende um bom papo e nos aproxima mais das pessoas.

Discrição: Um cuidado importante é não parecer invasivo e indiscreto, não fazendo de uma conversa um interrogatório. Uma conversa requer uma introdução cuidadosa com perguntas triviais para poder identificar o que desperta maior interesse na pessoa e poder explorar mais o assunto.

As pessoas sentem-se felizes quando tem oportunidade de falar do que gostam e de ensinar algo. E mesmo quando se tem domínio do assunto é essencial deixar a pessoa falar para depois apresentar argumentos. Vale a prudência de não querer mostrar que sabe mais do que o outro; isso é humilhante.

Nas conversas triviais o ideal é manter um assunto que a outra pessoa goste de falar e que queiramos ouvir, caso contrário não será interessante para ambos. Um bom exemplo é tentar encontrar coisas com as quais ambos tenham afinidade ou estejam envolvidos.

E para que a outra pessoa perceba que está sendo ouvida atenção, é preciso fazer contato visual e demonstrar através de sons e gestos de entendimento: “entendo como se sente”, “muito interessante”, “concordo com você”… E não se preocupe com o que vai dizer depois.

Conversa: Antes de discordar, é prudente analisar a réplica. Uma boa técnica para discordar é acrescentar evitando dizer “mas”, “porém”, “entretanto”. Trocar por “e” transmite a sensação de concordância e também permite colocar suas ideias.

Fazer-se de advogado do diabo para defender uma opinião contrária pode até render uma boa e longa conversa, mas pode parecer rude se usado em excesso. Se a questão não for importante, não há porque discordar e assumir o risco de parecer rude. Mas também concordar plenamente pode finalizar a conversa.

Uma conversa não depende apenas de um, mas do interesse de ambos. Quando uma pessoa não fala e não escuta, provavelmente está distraída ou enfrentando um dia ruim ou não tenha habilidades para conversar. É possível engatar outro assunto lembrando de algo que foi dito e usá-lo como gancho para iniciar outro assunto. Se isso não der resultado, paciência.

Feche o encontro com chave de ouro: O essencial é ter autocontrole e não entrar em pânico quando parece o fim da conversa. Nada é mais desagradável do que insistir quando o outro já não quer mais falar e mesmo as melhores conversas tem um fim.
Feche o encontro com chave de ouro: agradeça pela conversa agradável antes de se despedir, pois terminar de modo positivo deixa boa impressão e pode abrir a possibilidade para um futuro reencontro.

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 
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Hotelaria em guerra com a Airbnb

 

Texto Fábio Steinberg

Há apenas oito anos, Airbnb era uma impronunciável mistura de letras que ninguém tinha interesse em decifrar. No estilo irreverente de seus criadores, o nome combinava duas coisas. As letras iniciais foram emprestadas de “air bed” – colchão inflável, usado nos Estados Unidos quando surgem visitas para pernoitar. A segunda parte da palavra vem de “bed & breakfast”, ou seja, cama e café da manhã – a essência da hotelaria.

Na época, ninguém deu muita bola ao aplicativo, e que nem de longe parecia ameaçar a sólida indústria da hotelaria. Foi um sério erro de avaliação menosprezar seu poder de fogo. O Airbnb entrou no universo da hospitalidade pela porta dos fundos, que pelo jeito estava destrancada.

O modelo proposto era bem estranho, e tinha tudo para dar errado. Qual era a ideia? As pessoas alugarem suas casas ou quartos ociosos por curto período de tempo a preços bem mais acessíveis que os hotéis. A rigor, nada de novo em relação ao conceito tradicional de locação por temporada. Mas o que fez toda a diferença foi isto ocorrer com base na economia compartilhada.

Todo mundo sabe o que aconteceu. O Airbnb se tornou a quarta maior agência de viagens online do mundo, presente em 34 mil cidades, com 3 milhões de acomodações em 191 países. No Brasil, acumula 100 mil anúncios publicados, 40 mil deles no Rio de Janeiro, onde a empresa até se tornou parceira oficial nas Olimpíadas.

O Airbnb cresceu fora do radar porque não incomodava. No começo não atingia o cliente típico de hotel, apenas viajantes que até então dormiam em casa de familiares ou amigos. A coisa começou a pegar quando mexeu no bolso da hotelaria.

Não é para menos. Estudos da Boston University apontam que um aumento de 10% na atividade da empresa reduz 0,39% da receita mensal dos hotéis, principalmente os de lazer e econômicos. E o que mais preocupa: a consultoria PhocusWright prevê que a receita da Airbnb, hoje quase na casa de 1 bilhão de dólares, deve se multiplicar por dez até 2020, e a participação de mercado deve pular de 1 para 10%.

Os hotéis reclamam de condições desvantajosas de mercado em relação à Airbnb. Além de exigir pesados investimentos imobiliários, as suas obrigações vão além dos tributos.

O Airbnb vive hoje um paradoxo: é ao mesmo tempo amado pelos consumidores e proprietários, mas detestado pelos hotéis. Destes, acumula mundialmente queixas de concorrência desleal. Não se trata propriamente de má conduta da empresa. A falta de regulamentação da atividade, devido à velocidade com que surgiu e se estabeleceu, criou ambiguidades operacionais e zonas de conflito com a hotelaria, semelhantes às da Uber com os taxistas.

Os hotéis reclamam de condições desvantajosas de mercado em relação à Airbnb. Além de exigir pesados investimentos imobiliários, as suas obrigações vão além dos tributos. Incluem cumprir obrigações trabalhistas, normas de segurança, legislação rigorosa, inclusive de acessibilidade, além de pagar licenças, alvarás e seguros obrigatórios. A reclamação do FOHB, associação que representa 27 redes hoteleiras que atuam em 150 cidades brasileiras, é que o Airbnb não investe, emprega, ou paga impostos, exceto os municipais. Por isto, querem que o governo regule a atividade para garantir condições de simetria. “No lugar de RH ou engenheiros, eles contratam advogados”, ironiza o consultor Roland de Bonadona, ex-Presidente da Accor, maior rede de hotéis o país.

Faz sentido. Debaixo da artilharia, o Airbnb se defende. Diz que sua atividade é absolutamente legal e regular. Aceita discutir o impacto da sua plataforma e regulamentação, desde que não engesse a inovação e concorrência, pois quem perderia seriam o consumidor e a sociedade. O aplicativo não se considera concorrente dos hotéis, mas sim uma experiência diferente e complementar de hospitalidade.

O maior problema das plataformas da economia colaborativa é que ninguém consegue prever para onde o negócio vai. “Não há modelos de gestão consolidados: uma empresa aprende com a outra, e apresenta novas soluções que são incorporadas pelas demais”, explica Ana Paula Spolon, professora de hospitalidade e hotelaria da UFF.

A Airbnb não é exceção: transformou-se em caixinha de surpresas. A cada dia amanhece com uma novidade. A mais recente foi incorporar uma plataforma que chamou de Trips. Nela, além de acomodações, oferece experiências, seja lá o que isto quer dizer, e em breve terá voos e serviços. Aguarde os próximos capítulos desta emocionante novela que só começou.

Fonte: http://www.abeoc.org.br

 
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Saber ouvir

 

Ouvir é a mais crítica das habilidades de comunicação. Em mais de 50% de nosso tempo durante nossa vida estamos na situação de ouvintes. Os humanos ouvem antes de falar, falam antes de ler e leem antes de escrever. Somos quase todos ensinados a ler e escrever, e alguns como falar bem, mas poucos aprendem como podem se tornar bons ouvintes. Esta é a mais negligenciada das habilidades de comunicação.

Ouvir efetivamente é escutar com atenção e entender o que os outros falam através de ideias e sentimentos, como isso pode ser aplicado, memorizando para posterior uso ou avaliação. Qualquer pessoa pode desenvolver suas habilidades de bom ouvinte, e o primeiro passo é livrar-se dos maus hábitos de ouvinte.

Os ouvintes ineficazes e desatentos estão enquadrados em uma ou mais de uma forma:

  • O enganador é aquele que emite sinais externos, balança a cabeça concordando e ocasionalmente murmura: hum… hum… no entanto, sua mente está vagando longe e ele nem sabe dizer o que ouviu.
  • O apressado não deixa o outro terminar sua fala, não faz perguntas e nem procura mais informações. Está sempre muito ansioso para falar e mostra pouco respeito pelos outros.
  • O intelectual está sempre tentando interpretar e julgando prematuramente as palavras dos outros. Raramente presta atenção nas emoções que vem por trás das palavras.
  • O egocêntrico usa as palavras que ouve como um meio para falar de si; se apossa do tema da conversa e muda o foco para suas opiniões, histórias ou fatos.
  • O argumentador escuta o suficiente para usar as palavras dos outros contra eles; quer sempre provar que os outros estão errados e acabam provocando discussões até que os outros mudem de ponto de vista, mesmo sem nenhuma necessidade.
  • O conselheiro interfere na conversa e não permite que os outros possam articular seus pensamentos e sentimentos, não ajuda os outros e ainda tenta depreciar os outros.

A chave para nos tornarmos bons ouvintes é assumir um comportamento ativo, saindo da passividade. Uma pessoa com bons hábitos de ouvinte se concentra em quem está falando; avalia seus significados e responde efetivamente. A pessoa motiva a si mesma mantendo uma atitude positiva, certa de que tudo o que se ouve tem sempre algo que ensina. Busca aprender com as boas ideias e informações dos outros, com as criticas e comentários, porque sabe que sempre são valiosos.

Nunca devemos julgar pela aparência; mostrar respeito é aceitar as diferenças. Quando nos concentramos no conteúdo da mensagem e não desviamos nossa atenção por falhas irrelevantes, por exemplo, quando o outro pronuncia uma palavra errada, conseguimos compreender com mais facilidade. Ao ouvir ideias diferentes, evitando reações apressadas e defesa de seus pontos de vista, podemos aguardar enquanto o outro complete seu raciocinio e assim compreender integralmente o ponto de vista.

Uma mente aberta, respeita o direito dos outros de pensar diferente. Focalizar e identifiquar as macro ideias da mensagem e não se prender apenas em uma única palavra, é a chance de procurar os conceitos nos quais se fundamenta o outro, e serve para facilitar a compreensão da mensagem. Por isso, devemos anotar apenas as ideias e pensamentos mais relevantes.

Resistir às distrações e adotar comportamento ativo, mantendo a contato visual e expressões faciais discretas para concordar ou discordar, permite, no momento oportuno, fazer comentários ou pedir esclarecimentos. Assim devemos resumir mentalmente o que ouvimos, sem deixar que os nossos pensamentos interfiram. Muitas vezes quando os outros falam uma coisa e entendemos outra coisa, é porque efetivamente não ouvimos; enquanto o outro estava falando, nós estávamos perdidos nos nossos pensamentos…

Fonte: http://gestaodenegocioseeventos.blogspot.com.br

 
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Turismofobia: a cara menos amável de uma indústria bilionária

 

Cerca de 300 moradores saíam na semana passada às ruas em Palma de Maiorca, na Espanha,  fantasiados de turistas e arrastando malas. Passeando como fazem milhares de visitantes que desembarcam em cruzeiros, eles simularam a criação do que chamaram de “pista para estrangeiros”. Em Barcelona continuam aparecendo pichações, cada vez mais agressivas, no bairro de Gràcia ou perto do turístico parque Güell. “All tourists are bastards” (“todos os turistas são bastardos”), lia-se dias atrás. Em Madri, o carnaval terminou no bairro de Lavapiés com o enterro simbólico de uma moradora: alertava para a expulsão de habitantes pela pressão turística.

A indústria turística tem vivido um boom. Ano após ano, a Espanha bate recordes, até chegar aos mais de 75 milhões de visitantes anuais. Em cinco anos, o turismo internacional cresceu mais de 30%. Simultaneamente, apareceu e se ampliou a turismofobia. O setor vive com inquietação o aumento da rejeição ao turismo. “As atitudes dos responsáveis políticos de algumas Administrações não ajudam a reduzir as tensões”, adverte o presidente da Confederação Espanhola de Alojamentos Turísticos, Joan Molas.

As entidades patronais olham com especial preocupação Barcelona e Ilhas Baleares, onde o turismo representa uma elevada porcentagem da economia. A imprensa internacional já destacou o fenômeno. Às vésperas de outro verão com prováveis recordes de visitantes, o jornal britânico The Independent destacou Barcelona como um dos oito destinos que mais odeiam turistas. O ministro do setor, Álvaro Nadal, respondeu afirmando que “é um fenômeno mais político do que social”. Mas os especialistas consultados, até mesmo alguns empresários, concordam que a irrupção do turismo em massa na vida cotidiana dos cidadãos causa problemas. Seja porque quase não podem andar pela rua, como ao redor da Sagrada Família de Barcelona, pelos problemas de convivência − chegaram a ser denunciados turistas que jogavam futebol em apartamentos − ou porque o aumento de moradias turísticas ocorreu em detrimento do aluguel para residentes, um fenômeno que fez com que os preços disparassem.

Barcelona é uma das cidades onde mais se instalou a turismofobia. Segundo uma pesquisa da administração municipal, embora uma ampla maioria de cidadãos (86,7%) considere que o turismo é benéfico, quase metade acredita que a situação está chegando ao limite. O turismo se transformou na segunda preocupação dos moradores. É o que Claudio Milano, professor da Escola de Turismo e Hospitalidade Ostelea e membro do grupo Turismografias chama de “índice de irritabilidade”. “As cidades que vivem estes fenômenos passam de uma euforia inicial para uma situação de conflito, não com os turistas, mas com as políticas para o turismo”, afirma. A turismofobia, assinala Milano, não é exclusiva da Espanha: “Vemos isso em Veneza, Berlim, Toronto, New Orleans ou no Sudeste Asiático”.

Quanto mais visitas, mais inimizade

Paolo Russo, professor de gestão turística urbana na Universidade Rovira i Virgili, viveu essa situação na própria pele. É veneziano. “Lá os moradores perderam a cidade, é irreversível.” Russo conhece a rejeição e os protestos, mas opina que os cidadãos se equivocam quando dirigem sua ira para o turista: “Ele é apenas a cara da indústria turística. Para o cidadão irritado é mais fácil culpar o turista, mas o culpado não é ele, é a indústria, é o porto aonde chegam os cruzeiros com turistas, são os políticos, é o urbanismo… Qualquer cidade que tenha sido acolhedora com os turistas se torna inimiga deles quando aumenta a pressão”.

A administração municipal de Barcelona calcula que o aluguel turístico seja até quatro vezes mais rentável que o convencional. Isso desvia o mercado para os visitantes e dispara os preços. “Têm ocorrido manifestações de moradores, como a realizada na Barceloneta. Mas ali só há um hotel de 30 quartos. O problema é a existência de milhares de moradias destinadas ilegalmente para uso turístico. Isso nos preocupa, porque torna difícil encontrar alojamento para nossos trabalhadores”, lamenta Molas. As autoridades puseram essa oferta ilegal na alça de mira, ao contrário do que ocorre com os hotéis. “O hotel é uma bolha: protege o cidadão dos turistas, que visitam a cidade de dia, mas durante a noite se concentram nele”, diz Russo.

No bairro Gòtic de Barcelona, mais da metade dos edifícios tem apartamentos turísticos. Reme Gómez, integrante da Assembleia de Bairros por um Turismo Sustentável, rejeita o termo turismofobia: “Ele desvia o foco de atenção e dá argumentos aos grandes lobbies”. A ativista alerta que a massificação está “destruindo o tecido local”.

Os protestos também crescem em Maiorca. Ali se organizaram em grupos como La Ciutat Per a Qui l’Habita (“a cidade para quem vive nela”) e Palma21. Por outro lado, Macià Blázquez, professor de Geografia da Universidade das Ilhas Baleares, recorda que o turismo é “uma indústria muito abençoada. Sempre se diz que ela não tem chaminés, porque presta serviços e não extrai recursos”.

Gasto compartilhado

Precisamente, o especialista em espaço público David Bravo e o geógrafo Francesc Muñoz concordam que o turismo deve ser tratado como uma indústria. “Assumimos todos os gastos com limpeza, transporte público e segurança dos turistas e frequentemente eles só deixam a embalagem da comida que lhes dão”, queixa-se Bravo. Muñoz defende “ir direto ao ponto: assim como o vendedor que quer fazer negócio tem de pagar uma taxa, as empresas turísticas que se aproveitam de investimentos coletivos (como os calçadões para pedestres) teriam de pagar algo em troca para as cidades”.

O consultor da Magma Turismo Bruno Hallé, convencido de que o problema surgiu “a partir de opções políticas”, ressalta, por sua vez, a geração de “riqueza, conhecimento e postos de trabalho” pelo setor. “Os esforços devem se concentrar em vigiar a oferta ilegal”, opina. Na verdade, muitos moradores, em meio à crise econômica, resolveram aproveitar o boom do turismo para alugar apartamentos ou quartos para viajantes.

Itália estuda criação de controles em cidades e monumentos

A prefeita de Roma, Virginia Raggi, quer evitar que os 30.000 visitantes que a cada dia se aproximam da Fontana di Trevi se detenham diante ela. Deixou isso claro neste mês. Segue assim a posição do ministro italiano da Cultura, Dario Franceschini, que semanas antes falou em fixar limites nas visitas aos “centros históricos” do país.

A Fontana di Trevi é um dos centros dos quais falou Franceschini, assim como a famosa escadaria da igreja Trinità dei Monti, também em Roma, cidade que recebe dezenas de milhões de visitas a cada ano.

A pressão se multiplica em Veneza, cuja área turística tem 50.000 moradores e recebe mais de 30 milhões de visitantes a cada ano. Foram instaladas catracas nas três pontes de acesso à cidade e nos terminais onde desembarcam os passageiros de cruzeiros. Esse é um mecanismo para que se possa começar a limitar o número de visitantes desses “centros históricos”, como propõe Franceschini.

Outro lugar onde as autoridades tentam que o turismo não morra por causa do sucesso é a Islândia. A ilha vulcânica no norte do Atlântico, na qual vivem 330.000 pessoas, viu como nos últimos anos se multiplicou seu grau de atração turística. Em 2010, através de seu aeroporto internacional, recebeu quase meio milhão de visitas. No ano passado, o total chegou a 1,76 milhão. O aumento levou as autoridades do país a preparar neste ano medidas para encarecer o preço dos alojamentos turísticos, a fim de limitar a chegada de visitantes.

Fonte: https://www.msn.com

 
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